quinta-feira, 13 de novembro de 2014

AMOR - o que as religiões falam sobre ele?

SENSIBILIZAÇÃO / DISPARADOR:



Peço pra entrar com sua licença, 
Alguns minutos em seu coração
Quero espalhar do pouco que sei, 
como a flor adorna o verão
Eu prego a paz e não a crença! 
É a minha escolha, não rotule irmão!
Pois, como disse o filho do rei... 
"O amor é minha religião"

Link: http://www.vagalume.com.br/mulestia/o-amor-e-minha-religiao.html#ixzz3Ixl8MG4i


O QUE É O AMOR?

As crianças responderam através de frases e desenhos:




Pesquisaram frases e imagens que expressassem o que é o amor:










SUGESTÃO DE ATIVIDADES:



PESQUISA, O QUE AS RELIGIÕES FALAM SOBRE O AMOR?

Judaica
Em hebraico Ahava é o termo mais comumente usado tanto para o amor interpessoal como para o amor de Deus. Outros termos relacionados, mas são desiguaisChen(carência) eHesed, que basicamente combina o significado de "carinho" e "compaixão", e às vezes é prestado em Inglês como "Bondade amorosa".
O Judaísmo emprega uma ampla definição de amor, tanto entre os povos como entre homem e a divindade. Quanto à primeira, o Torah afirma: "Amarás teu próximo como a si mesmo" (Levítico 19:18). No que diz respeito a este último, o ser humano é ordenado a amar Deus com todo o seu coração, com toda a tua alma e com todo o seu poder "(Deuteronômio 6:5), tomada pelo Mishnah (um texto central Do judeu oral lei), para referir-se às boas ações, ou o desejo de sacrificar a própria vida ao invés de cometer certas transgressões graves, a sacrificar todos os seus bens e ser grato ao Senhor apesar da adversidade (tractate Berachoth 9:5). A literatura Rabina diverge quanto ao modo como esse amor pode ser desenvolvido, por exemplo, pela contemplação das boas ações divinas ou testemunhando as maravilhas da natureza.
Quanto ao amor conjugal entre parceiros, este é considerado como um ingrediente essencial para a vida: "Ver a vida com a mulher que amo" (Eclesiastes 9:9). O livro bíblico Cântico dos Cânticos é considerado uma parafraseada metáfora romântica do amor entre Deus e seu povo, mas em uma leitura mais simples encaixa-se como uma canção de amor.
O Rabino contemporâneo Eliyahu Eliezer Dessler é frequentemente citado por sua definição de amor no ponto-de vista judaico como "dar sem esperar nada em troca" (de seuMichtav me-Eliyahu, vol. 1). Amor romântico por si só tem poucos ecos na literatura judaica, embora o Rabino Medieval Judah Halevi tenha escrito uma poesia romântica em língua árabe, em seus anos de juventude - mas ele parece ter lamentado isso mais tarde.
Cristã
A compreensão cristã é que o Amor vem de Deus, porque o amor é uma virtude teologal. O amor do homem e da mulher (eros em grego), bem como o amor altruísta dos outros (ágape), são frequentemente contrastadas como um amor "ascendente" e "descendente", respectivamente. Mas, estes dois tipos de amor são, em última instância, a mesma coisa.
Muitos teólogos cristãos vê Deus como fonte de amor, que é espelhado no ser humano e os seus próprios relacionamentos amorosos. C. S. Lewis, influente teólogo anglicano, escreveu vários livros sobre o amor, nomeadamente o The Four Loves. O Papa Bento XVI, na sua encíclica Deus Caritas Est (ou seja, Deus é Amor), também pretendeu reflectir sobre o amor divino para com o ser humano e a relação entre o ágape e o eros.
Há várias palavras gregas para o Amor que são regularmente referidas nos círculos cristãos:
Ágape - No Novo Testamento, agapē é caridade e amor altruísta e incondicional. É amor paternal e a maneira que Deus ama a humanidade, visto logo na criação do mundo ou na morte de Jesus. Por isso, é visto pelos cristãos como o tipo de amor que os homens têm de aspirar a um ou outro.
Phileo - Também usados na Novo Testamento, Phileo é uma resposta humana a algo que é bom e delicioso. Também conhecida como "amor fraternal".
Duas outras palavras de amor no idioma grego - Eros (amor sexual e amor conjugal) e storge (amor entre a criança e a mãe) nunca foram utilizadas no Novo Testamento.
Os cristãos acreditam que Jesus mandou-os a:
Amar   a Deus com todo o teu coração, mente e força e   amar ao teu próximo como a ti mesmo. Novo Testamento, Livro de Marcos,   Capítulo 12, Versículos 30, 31.

Eles acreditam que estes dois mandamentos são os mais importantes do Torah e da própria vida cristã (cfEvangelho de Marcos capítulo 12, versículos 28-34). Santo Agostinho resumiu isso quando ele escreveu "Ame a Deus, e faça como tu queres".
Descrevendo o amor na sua primeira epístola aos Coríntios, São Paulo glorifica o amor como a mais importantevirtude e força, declarando que "agora permanecem [...] a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor" (1 Cor 13:13 3 ). Ele escreveu ainda nesta epístola que:
O   amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem   orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse,   não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça mas   rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera,   tudo suporta. O amor jamais passará. Novo Testamento, Livro de 1 Coríntios, Capítulo   13, Versículos 4 ao 8.   

São João escreveu que:
Caríssimos,   amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama   nesceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus. Aquele que não ama não chegou   a conhecer Deus, pois Deus é amor. E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio   de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que,   por Ele, tenhamos a vida. É nisto que está   o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e   enviou o seu Filho como vítima de espiação   pelos nossos pecados. Caríssimos, se Deus nos amou assim,   também nós devemos amar-nos uns aos outros. Novo Testamento, Livro de João,   Capítulo 4, Versículos 7 ao 11.

Na mesma linha de pensamento, São João escreveu ainda que:
Tanto   amou Deus o mundo que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que crê nele não se   perca, mas tenha a vida eterna. De facto,   Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o   mundo seja salvo por Ele. Novo   Testamento, Livro de João, Capítulo 3, Versículos 16 ao 18.

Santo Agostinho diz que é preciso ser capaz de decifrar a diferença entre amor e luxúria. Luxúria, de acordo com Santo Agostinho, é um grande vício e pecado, mas amar e ser amado é o que este santo tem procurado por toda a sua vida. Ele mesmo diz: "eu estava no amor com amor." Finalmente, ele faz cair no amor e é amada de volta, por Deus. Santo Agostinho diz que a única pessoa que pode te amar verdadeiramente e plenamente é Deus, porque o amor dos homens tem muitas falhas, tais como "ciúme, desconfiança, medo, raiva e discórdia." De acordo com este santo, Deus é amor "para alcançar a paz, que é a sua." (do livro: As Confissões de Santo Agostinho)
A Igreja Católica, reafirmando os ensinamentos do seu Magistério e da Teologia do Corpo do Papa João Paulo II, afirmou que o Amor é uma virtude teologal 4 , uma "dádiva de si mesmo" e "é o oposto de usar"  e de afirmar-se a si mesmo . Aplicado nas relações conjugais humanas, o Amor verdadeiramente vivido e plenamente realizado é uma "comunhão de entrega e receptividade" , de "dádiva mútua do eu e [...] de afirmação mútua da dignidade de cada parceiro". Esta comunhão "do homem e da mulher"  é "um ícone da vida do próprio Deus" 8 e "leva não apenas à satisfação, mas à santidade" 7 . Por esta razão, a sexualidade (e o sexo), que "é fonte de alegria e deprazer" 9 , não exerce só a função de procriar, mas também um papel importante na vida íntima conjugal . Arelação sexual conjugal é considerada como a grande expressão "humana e totalmente humanizada" do Amor idealizado pela Igreja, onde o homem e a mulher se unem e se complementam reciprocamente . Todo este amor conjugal proposto pela Igreja requer fidelidade, "permanência e compromisso", que só pode ser autenticamente vivido "no seio dos laços do Matrimónio" e na castidade conjugal.
Islâmico
Num certo sentido, o amor (al-hob, em árabe clássico) não engloba a perspectiva islâmica da vida como fraternidade universal, que se aplica a todos os que defendem a fé. Não há referências diretas afirmando que Deus é amor, mas entre os 99 nomes de Deus (Deus), é o nome Al-Wadud, ou O Amabilíssimo, que se encontra na Surah 11: 90, bem como Surah 85:14. Refere-se a Deus como sendo "cheio de bondade amorosa". No Islamismo, o amor é frequentemente utilizado como um incentivo para os pecadores poderem aspirar a ser tão dignos do amor de Deus quanto puderem. Uma vez que a pessoa tenha o amor de Deus, como a pessoa avalia o seu próprio valor é da conta de seu próprio Deus e sua. Todos os que defendem a fé tem o amor de Deus, mas a que grau ou com qual esforço ele tem agradado a Deus depende do próprio indivíduo.
Ishq (amor, em persa/farsi), ou amor divino, é o destaque do Sufismo. Sufis acredita que o amor é uma projeção da essência de Deus para o universo. Deus deseja reconhecer a beleza, e como alguém que se olha no espelho para ver a si mesmo, Deus "olha" para dentro de si mesmo pela própria dinâmica da natureza. Uma vez que tudo é um reflexo de Deus, a escola de Sufismo prática para ver a beleza interior do que é aparentemente feio. Sufismo é muitas vezes referida como a religião do amor. Deus nos Sufismo é referido em três principais conceitos que são: O amante, O amado e O adorado cujo último desses termos é frequentemente visto em Sufi poesia. Uma visão comum é a de que através do amor sufismo a humanidade pode voltar à sua inerente pureza e graça. Os santos de sufismo são infames por serem "bêbados", devido ao seu Amor por Deus, portanto, há constante referência ao vinho na poesia e música Sufi.
Budista
Em Budismo, Kāma é amor sensual, sexual. É um obstáculo no caminho para iluminação, uma vez que é egoísta.
Karuṇā é compaixão e misericórdia, o que reduz o sofrimento dos outros. É complementar à sabedoria, e é necessário para a iluminação.
Adveṣa e maitrī são amor benevolente. Isso é amor incondicional e requer considerável aceitação dos outros. Isto é bastante diferente do amor ordinário, que normalmente é possessivo e sexual, e raramente ocorre sem auto-interesse. Em vez disso, o amor benevolente significa desprendimento e altruísta interesse no bem-estar dos outros.
O Bodhisattva ideal no budismo mahayana envolve a completa renúncia de si mesmo, a fim de assumir o encargo de diminuir o sofrimento no mundo.
Hindu
No hinduísmo, kāma é agradável. É o amor sexual, personificado pelo deus Kama. É a terceira etapa da vida, após as etapas de brahmacarin (estudante) e artha (riqueza material).
Em contraste com kāma, prema ou prem refere-se ao elevado amor. Contudo, o termo bhakti é usado para significar o amor maior, o amor ao divino.
Karuna é compaixão e misericórdia, o que reduz o sofrimento dos outros.
Bhakti é um termo sânscrito significando "amorosa devoção ao Deus supremo". Uma pessoa que pratica bhakti é chamada bhakta. Escritores, teólogos, filósofos têm distinguido nove formas de devoção que eles chamam debhakti. Por exemplo, no Bhagavatha-Purana e em Tulsidas. A obra filosóficaNarada Bhakti Sutra, escrita por um autor desconhecido (presume-se Narada), distingue onze formas de amor.
(http://palavra10.comunidades.net/index.php?pagina=1471898278)

ATIVIDADES:








segunda-feira, 10 de novembro de 2014

PLANO ANUAL PARA 2015 - com sugestões de atividades

PRIMEIRO ANO
OBJETIVOS
CONTEÚDOS
SUGESTÃO DE ATIVIDADE
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
1.    Reconhecer o outro, refletindo e vivenciando o diálogo e o respeito às diferenças religiosas
ALTERIDADE
Eu e os outro somos nós
Roda de leitura:
- “Minhas contas”
- Brincadeira do espelho
Verificar se o estudante:



- Identifica as diferenças pessoais, culturais, étnicas e religiosas, vivenciando o respeito às pessoas?



- Compreende que na sociedade em que vive, as pessoas podem seguir ou não uma determinada crença religiosa?
Cada um tem o seu jeito de ser e de acreditar
- Confecção de um livro de imagens baseado no livro “Diversidade” de Tatiana Belinky
As diferenças religiosas
- Pesquisa, com as famílias, sobre sua religião
- Construção de um gráfico com as religiões da turma
A riqueza das diferenças religiosas
- Observar imagens de diferentes espaços, rituais e vestimentas religiosas.
- Registrar em forma de desenho a diversidade observada.
2.    Reconhecer a diversidade religiosa presente na realidade próxima, construindo o seu referencial de entendimento das diferenças.
TRADIÇÕES RELIGIOSAS
A religião na vida das pessoas.
- Caminhar, pelo espaço escolar, procurando elementos religiosos.
- Registrar, por meio de desenho, os elementos encontrados.
Verificar se o estudante:



- Identifica a diversidade religiosa em situações do cotidiano e vivencia gestos de solidariedade para com os outros?
As tradições religiosas de nossa comunidade.
- Roda de conversa sobre os espaços sagrados que compõem a comunidade entorno da escola.
- Apresentar fotos das tradições religiosas presentes no entorno da escola.
As religiões e a prática do bem (caridade, solidariedade, etc.)
- Roda de leitura:
“O tigre, o leão e o sábio”
3.    Identificar os símbolos religiosos, estabelecendo a relação de seus significados.
SÍMBOLOS RELIGIOSOS
O que são símbolos religiosos.
- Roda de leitura “As viagens do bonequinho do banheiro” – Ziraldo
- Recorte e colagem de diferentes símbolos encontrados em revistas, livros e jornais.
Verificar se o estudante:

- Identifica símbolos religiosos das religiões de matriz: africana, indígena, ocidental e oriental?

- Indica símbolos religiosos das religiões de matriz: africana, indígena, ocidental e oriental?
- Aponta símbolos religiosos das religiões de matriz: africana, indígena, ocidental e oriental?
Símbolos religiosos na vida das pessoas.
- Ver o filme “O segredo dos cinco furiosos” e observar que aparecem símbolos religiosos em quadros, roupas, acessórios, etc.
Principais símbolos de algumas religiões.
- Jogo de memória gigante.
- Separação de símbolos religiosos e seculares.
4. Conhecer alguns espaços sagrados existentes na comunidade, identificando a função desses espaços.
ESPAÇOS SAGRADOS
O que são espaços sagrados.
- Assistir ao trecho do filme “Kung Fu panda”, que fala sobre o pessegueiro sagrado.
- Roda de conversa: o que é sagrado?
Verificar se o estudante:

- Identifica espaços sagrados das religiões de matriz: africana, indígena, ocidental e oriental?

- Indica espaços sagrados das religiões de matriz: africana, indígena, ocidental e oriental?

- Aponta espaços sagrados das religiões de matriz: africana, indígena, ocidental e oriental?
Espaços sagrados da comunidade.
- Confecção, com o auxílio dos pais, de maquetes de espaços sagrados.
- Realizar uma exposição com as maquetes, no pátio da escola, para que pais, alunos e funcionários tenham acesso à informação.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Ainda sobre o menino azul

Mais uma dica, maravilhosa, de uma leitora do blog, usar a música "Menino Deus" de Caetano Veloso, para trabalhar a história de Krishna. Fico super feliz com estas dicas, sempre enriquecem nosso trabalho.

Menino Deus, um corpo azul-dourado
Um porto alegre é bem mais que um seguro
Na rota das nossas viagens no escuro
Menino Deus, quando tua luz se acenda
A minha voz comporá tua lenda
E por um momento haverá mais futuro do que jamais houve
Mas ouve a nossa harmonia
A eletricidade ligada no dia
Em que brilharias por sobre a cidade
Menino Deus, quando a flor do teu sexo
Abrir as pétalas para o universo
E então, por um lapso, se encontrar no anexo
Ligando os breus, dando sentido aos mundos
E aos corações sentimentos profundos de terna alegria no dia
Do menino Deus
Do menino Deus
Do menino Deus
No dia do menino Deus

Vishnu, quando veio à Terra na forma de Krishna, nasceu azul. Se você fosse um deus, de que cor você gostaria de nascer?