quarta-feira, 1 de julho de 2015

ATIVIDADE DE REFLEXÃO

ATIVIDADE DE REFLEXÃO

MORTE E MUMIFICAÇÃO NO ANTIGO EGITO

Os egípcios constituíram uma sociedade extremamente religiosa. Essa religiosidadedeterminou práticas culturais e sociais entre os egípcios – uma delas era a crença na imortalidade. Para os egípcios, a morte seria passageira e a vida retornaria para o corpo, porém o retorno à vida aconteceria somente se o corpo do moribundo fosse conservado.
Se a alma (Rá) não voltasse para o corpo (Ká), significava que o corpo não tinha sido conservado. Parte, daí, a importância da mumificação dos corpos, do embalsamento e da conservação, para evitar a decomposição. Para isso, existiam técnicas avançadas de mumificação para os nobres e técnicas mais simples para os pobres.  
As avançadas técnicas de mumificação desenvolvidas no Egito Antigo somente existiram em razão da desenvolvida medicina. Os médicos egípcios faziam cirurgias, cuidavam de fraturas, conheciam a anatomia humana. Além da técnica de preservar os corpos através da mumificação, os egípcios precisavam desenvolver um método de proteger os corpos contra saqueadores, daí a construção de enormes túmulos.
Os túmulos garantiriam a conservação dos corpos. Geralmente quando uma pessoa rica (faraó), que ostentava poder, morria, seu corpo era mumificado e posteriormente colocado nos túmulos que eram considerados uma verdadeira habitação. Neles, o faraó e suas riquezas eram enterrados em uma câmara real e os seus criados (empregados), escribas, sacerdotes e animais em outras câmaras mais simples.
O sacrifício de outras pessoas com a morte do faraó era explicado pela crença na imortalidade – o retorno para a vida significaria ter outras pessoas para servi-lo (os criados) e continuar com sua riqueza era fundamental para exercer o poder.
Devemos ressaltar que a crença no retorno à vida aconteceu entre todas as camadas sociais no Egito, mas os faraós, nobres e ricos tinham condições de construir sarcófagos bem fechados e grandes túmulos construídos de pedras. Tudo isso garantiu a proteção dos corpos contra saqueadores.
Os principais túmulos eram as mastabas (túmulo feito com laje de pedra ou tijolo), os hipogeus (túmulo feito na rocha, próximo às barrancas do rio Nilo) e as pirâmides (túmulos reais compostos por uma cripta, corredores de ventilação, câmara do rei, corredores secretos, galerias, câmaras e passagens falsas no intuito de evitar saques).

Leandro Carvalho
Mestre em História



SUGESTÃO DE ATIVIDADE:

CONSTRUIR, A PARTIR DE MATERIAIS ALTERNATIVOS, OS VASOS USADOS NOS RITUAIS DE MUMIFICAÇÃO.

RITUAIS PÓS-MORTE

BUDISMO
Após sete dias da morte, familiares e amigos reúnem-se para celebrar a memória do falecido, e esse encontro repete-se em intervalos de sete dias, até o 49º, completando sete reuniões. No Brasil, o mais comum é realizar apenas a última reunião
FESTA AO AR LIVRE
O Obon é uma celebração praticada no Japão ou em colônias japonesas, que acontece em 15 de julho ou em 15 de agosto todos os anos. Famílias enfeitam o templo ou áreas ao ar livre com velas e lanternas coloridas, dançam ritmos tradicionais e rezam para homenagear as pessoas queridas que já se foram
VÁRIOS ANIVERSÁRIOS
Também fazem parte da tradição os "ofícios memoriais", em que a família oferece uma cerimônia para celebrar o falecido. Elas ocorrem nos seguintes aniversários de morte: 1º, 3º, 7º, 13º, 17º e 33º. Nessas ocasiões, os mais chegados leem textos sagrados e relembram como era a relação com o morto
HINDUÍSMO
Após a cremação, a família é considerada impura e deve tomar um longo banho ao voltar para casa. O período de reclusão dura de 7 a 40 dias. Todos ficam em casa, comem só coisas leves, livram-se dos pertences do morto e fazem orações. Durante o período, os familiares não frequentam templos nem o comércio
CRISTIANISMO
O luto católico pode durar 7, 30 ou 365 dias, dependendo da vontade dos familiares. Antigamente, as mulheres vestiam preto por pelo menos um ano quando pai, marido ou filhos morriam
ORAR SEM CESSAR
O clássico ritual fúnebre dos católicos é a missa de sétimo dia, celebrada para iluminar a alma do falecido, já que acreditam em ressurreição. Para eles, 2/11 é uma data especial: o Dia de Finados, em que os fiéis oram pelos mortos e os reverenciam. Protestantes oram e se confortam sem rituais marcantes
ISLAMISMO
Em países árabes, três dias após a morte, parentes do falecido contratam vários qãri' , profissionais que declamam o Alcorão ao lado da sepultura. O ato iluminaria o corpo em sua viagem até a eternidade. Ritual mais comum é o encontro de amigos e familiares, depois de 40 dias do óbito, para lembrar o falecido
JUDAÍSMO
Após o enterro, alguns grupos da religião judaica não costumam ir direto para casa; os enlutados mais próximos alteram a rota, param em algum lugar e pedem algo doce para comer. O desvio do caminho é feito para "despistar o anjo da morte" e o açúcar ingerido disfarça o amargor causado pelo óbito
LONGO RECOLHIMENTO
Ao voltar do cemitério, a família fica em casa, de luto, por sete dias. Três vezes ao dia, fazem orações e recebem visitas. Tudo o que reflete, como espelhos e porta-retratos, fica coberto , para que o morto não "veja" a própria imagem. Ao fim do período de luto, a família caminha nas proximidades da casa
ÚLTIMA HOMENAGEM
O último ritual fúnebre dos judeus é a inauguração da lápide , que não é colocada no enterro. O tempo de espera varia de país a país: em Israel, segue-se o tempo mínimo, um mês; no Brasil, a lápide só é colocada 11 meses após a morte. Na cerimônia, o túmulo é coberto com um pano preto e pequenas pedras
CONSULTORIA - Cecilia Ben David, coordenadora pedagógica do Centro de Cultura Judaica; Swami Krishna Priya Ananda, mestre espiritual da Sociedade Internacional Gita do Brasil; Cido Pereira, padre da Arquidiocese de São Paulo; Shake Juma, do Centro de Estudos e Divulgação do Islã; Naguni Seishin, monge do Templo Budista Koyasan Shingonshu Nambei Betsuin da América do Sul

TEXTO ORIGINALMENTE DISPONÍVEL EM: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-sao-os-rituais-posmorte-das-grandes-religioes


A MORTE EM DIFERENTES TRADIÇÕES RELIGIOSAS

Budismo

Significado: para os budistas, a morte é a única certeza. "Se nos lembrarmos da inevitabilidade da morte, geraremos o desejo de usar nossa preciosa vida humana de modo significativo", diz Ani-la Kelsang Pälsang, do Centro Budista Mahabodhi.

Treinamento: os budistas acreditam que treinando a mente durante a vida, o indivíduo estará tranquilo e sereno quando chegar a hora de morrer, o que garantirá um renascimento afortunado.

Reencarnação: os seguidores do budismo acreditam na reencarnação. "A única coisa que passa de uma vida para outra é nossa mente sutil. Como um pássaro mudando de ninho em ninho. Buda compara o processo de morrer e renascer com o ciclo de dormir, sonhar e despertar", diz Ani-la.

Reflexo da vida: de acordo com o budismo, toda ação em vida influencia decisivamente na vida futura. Para Buda, se a pessoa quiser saber quem foi no passado, basta olhar para sua condição no presente.

Ajuda: diante da morte, os budistas procuram manter o equilíbrio e ajudar os amigos ou parentes que estejam morrendo. Evitam o choro e o desespero para que a mente da pessoa permaneça positiva.

Rituais: no Japão, de acordo com a monja zen-budista Coen de Souza, usam-se flores dentro do caixão, tradicionalmente, e, além disso, uma tigela com arroz cozido, água, um vaso com flores, velas e incenso são colocados sobre uma mesa para que nada falte ao morto. Os budistas têm vários rituais funerários. Um deles é o powa (transferência de consciência), quando toda prece feita com intenção de ajudar o morto é válida e traz benefícios.

Não há luto: há apenas preces e dedicação dos pensamentos positivos à pessoa que morreu. No entanto, nos lugares mais tradicionais, como no Japão, a família guarda até 49 dias de luto como sinal de respeito. 

Cremação: desapegados das coisas materiais e não se preocupam muito com o cadáver, portanto não são contra cremação. As cinzas poderão ser depositadas em um templo, altar doméstico ou devolvidas à natureza.


Candomblé

Significado: de acordo com a crença do candomblé, as pessoas são formadas por elementos constitutivos perecíveis e imperecíveis. A parte imperecível é chamada de ORI (cabeça interna, destino).

Vida após a morte: os seguidores do candomblé acreditam na continuidade da vida por meio da continuação da força vital. O ORI volta dentro da mesma família, mas em outro corpo.

Rituais: o corpo do iniciado no candomblé geralmente é velado no terreiro. O rito funerário, chamado de axexe, começa depois do enterro e costuma ser longo, podendo durar vários dias. A sociedade é chamada para participar do axexe, rito pelo qual o espírito do morto é encaminhado para outra terra. Na ocasião, os assentamentos – elementos simbólicos e materiais – são quebrados e jogados em água corrente.


Catolicismo

Significado: para os católicos, a morte é uma passagem. "Não existem mortos, mas vivos e ressuscitados. O Senhor nos toca e nos reerguemos para a vida eterna", diz o padre Paulo Crozera, coordenador da pastoral Universitária da PUC-Campinas.

Não há reencarnação: os seguidores do catolicismo acreditam que a morte é o batismo definitivo, o caminho para a vida eterna. Para eles, corpo e alma são uma só coisa. A reencarnação não é aceita.

Rituais: os católicos velam os corpos do mortos e, além das orações populares que costumam ser feitas durante o velório católico, como o Pai Nosso e a Ave Maria, um padre ou ministro leigo das Exequias faz uma celebração para encomendar a vida da pessoa às mãos de Deus. Nesse ritual, há a celebração da passagem do morto à luz do mistério da morte, por meio de orações e da benção do corpo.

Simbolismo: as velas, colocadas ao lado do caixão, simbolizam a luz do Cristo ressuscitado, e as flores são a "primavera da vida que floresce na eternidade".

Celebrações: o corpo pode ser enterrado ou cremado. No momento do enterro, há a "benção do túmulo", cujo objetivo é pedir o acolhimento do corpo pela terra. Depois de enterrado, ocorrem celebrações em memória do morto no sétimo dia, no primeiro mês e no primeiro ano.


Espiritismo

Significado: para os seguidores do espiritismo, a morte não existe. O espírito usa o corpo físico como instrumento para se aprimorar. "O corpo é uma veste e a reencarnação serve para o espírito evoluir", diz Ana Gaspar, das Casas André Luiz.

Reencarnação: quando o corpo morre, o espírito se desliga e fica no mundo espiritual estudando e se preparando para uma nova encarnação. Com a reencarnação, o espírito adquire experiências e evolui em outro corpo sucessivamente.

Rituais: os espíritas velam e enterram seus mortos da mesma maneira que os demais religiosos. Durante o velório, fazem preces e procuram manter o equilíbrio porque o espírito do desencarnado pode continuar por perto durante um período. Os espíritas não usam velas nem flores nas cerimônias fúnebres. O corpo pode ser enterrado ou cremado. Para cremação costuma-se aguardar mais de 72 horas

Não existe luto: e a vida dos familiares segue normalmente. "O espírita não tem fé, ele tem certeza", diz Ana.


Islamismo

Significado: para os seguidores do islamismo, a morte é uma passagem desta vida para outra eterna. "Quem fizer o bem será julgado por Deus e vai para o paraíso. Quem fizer o mal também será julgado e irá para o inferno", diz Abdul Nasser, secretário-geral da Liga Juventude Islâmica do Brasil. Os muçulmanos acreditam que o corpo após a morte não significa mais nada, mas a alma continua tendo valor. A morte se dá, portanto, quando o corpo se separa da alma.

Rituais: de acordo com as leis islâmicas, o corpo do morto é lavado pelos familiares – sempre do mesmo sexo – e enrolado em três panos brancos. Depois, é colocado num caixão para que os parentes mais próximos se despeçam dele. Em seguida, o corpo é levado à mesquita do cemitério islâmico e a partir deste momento apenas os homens participam da cerimônia. O sheik faz as orações para a alma da pessoa, numa celebração que dura cerca de duas horas. O caixão é carregado para o túmulo, composto por quatro paredes de pedra, onde o corpo será colocado sem o caixão em que foi transportado. O buraco é tampado com pedras e só depois de totalmente fechado a terra é jogada sobre a tampa.

Não há cremação: a cremação do corpo não é permitida pelas leis islâmicas.

Luto: o luto pela pessoa morta dura três dias. No entanto, quando a mulher perde o marido, o tempo de luto é de 4 meses e 10 dias. Na ocasião, a mulher não pode sair de casa, a não ser em caso de emergência. Pela tradição muçulmana, quando a mulher perde o marido e está no começo de uma gravidez, ela deve se despedir passando debaixo do caixão, para mostrar aos presentes que espera uma criança. "Acreditamos num Deus único, absoluto e individual, que jamais gerou ou foi gerado", diz Nasser.


Judaísmo

Significado: para os judeus, a morte não é o final da vida, apenas o fim do corpo, da matéria. "A verdadeira pessoa, que é a alma, é eterna", diz o rabino Avraham Zajac.

Reencarnação: os seguidores das leis judaicas acreditam na existência de outro mundo, para onde as almas vão, chamado de olam habá (mundo vindouro). No entanto, a alma pode voltar para a terra, num outro corpo, para completar sua missão (reencarnação). "Acreditamos que a situação de vida que a alma terá depende de como a pessoa viveu no nosso mundo. Não são dois mundos diferentes porque o tipo de vida levado aqui afeta a vida no olam. Cada alma está na terra por alguma razão e tem uma missão a cumprir", diz o rabino.

Rituais: apesar de acreditar que a alma seja eterna, os judeus sentem a dor da perda e acreditam que ela deve ser expressa de várias maneiras. Quando um judeu morre, há um ritual chamado de tahará (purificação), no qual o corpo é lavado pelo chevra kadisha (grupo sagrado). Os judeus não permitem que seus mortos passem por autópsia. Depois de lavado, o corpo é envolvido em panos brancos e o caixão é fechado para que ninguém mais o toque. O enterro deve ocorrer o mais rápido possível. "Tudo usado no enterro deve ser de materiais simples, das vestimentas ao caixão, para não haver distinção entre um e outro", diz o rabino. Por isso não são usadas flores nem velas.

Não há cremação: as leis judaicas não permitem que o corpo seja cremado. "Tudo tem que voltar para a sua origem, da mesma forma que a alma volta. Se o nosso corpo saiu do barro, da terra, a maneira mais respeitável é colocá-lo de volta", afirma o rabino.

Cerimônias: junto do corpo, familiares e amigos rezam salmos e partes da Torá (livro sagrado dos judeus). Os parentes mais próximos rasgam um pedaço da roupa para mostrar o luto, que tem três etapas. A primeira delas dura uma semana. Durante este período, os parentes mais próximos não saem de casa nem para trabalhar. A roupa rasgada usada no enterro não é trocada durante a primeira semana. Não há cuidado com o corpo porque a preocupação é voltada apenas à parte espiritual. Por isso, todos os espelhos da casa são cobertos. Na primeira etapa, todos os amigos e familiares visitam a família que está de luto e conversam sobre a pessoa que morreu. "Não é saudável fazer de conta que nada aconteceu. Acreditamos que as pessoas têm que demonstrar seus sentimentos", diz. Até o final da segunda etapa do luto, que acaba depois de 30 dias, os homens não fazem a barba e os cabelos também não podem ser cortados. O luto termina no primeiro aniversário de morte, mas a pessoa sempre é lembrada na data de morte por todos os anos seguintes.


Protestantismo

Significado: os protestantes acreditam que a morte é apenas uma passagem para outra vida e não aceitam a reencarnação. "O movimento protestante acredita na próxima vida, mas em comunhão com Deus. Falar na vida eterna da alma é limitado porque acreditamos na ressurreição do corpo", diz o pastor da Igreja Metodista Fernando Marques.

Céu e Inferno: para os protestantes, existe o céu e o inferno. O julgamento ocorre não pelas ações da pessoa em vida, mas pela fé que ela teve na palavra de Deus e pelo amor ao Senhor.

Rituais: os rituais de velório e enterro são semelhantes aos dos demais religiosos. No entanto, quando um protestante morre, o velório é feito em função da família e não para o morto. O mais comum é que o velório ocorra na igreja, mas também pode ser feito no próprio cemitério. Os seguidores do protestantismo não usam velas, apenas flores. O ritual, chamado de Liturgia para Ofício Fúnebre, costuma ser feito pelo pastor, mas na ausência dele um leigo pode fazê-lo. A participação da comunidade é muito importante. São feitas leituras bíblicas e orações espontâneas. O corpo do morto, de acordo com as tradições protestantes, pode ser cremado ou enterrado. Se for enterrado, no cemitério o corpo é acompanhado até o túmulo, onde a família recita um versículo da bíblia e o pastor faz uma breve despedida. Diferentemente da Igreja Católica, não há celebrações após a morte. Se a família desejar, pode fazer um culto de gratidão a Deus pela vida da pessoa, mas não é uma norma.

Luto: os protestantes não têm imposição quanto ao luto.

FONTE: http://www.cejxxiii.com.br/site/rituais-funebres/significado-da-morte-nas-diferentes-religioes




sexta-feira, 26 de junho de 2015

Sugestão de leitura - matriz africana


“Por que eu não podia ser igual a uma princesa?”, é a pergunta da protagonista deste livro e de muitas meninas reais que aparentemente não se encaixam nos padrões de beleza que veem na televisão e nos livros: cachos dourados, rosto fino, pele clara... Quando vai até a casa da avó com este questionamento na ponta da língua, a menina vive uma transformação ao descobrir a história de princesas africanas que existiram de verdade e até vieram para o Brasil. Explorando elementos poucos conhecidos da cultura africana, Luiz Antonio fala de busca da identidade. Para princesas de todas as etnias.


SUGESTÃO DE ATIVIDADES








quinta-feira, 25 de junho de 2015

Atividades para o texto - O Rei que deportava seus cidadãos idosos

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O Rei que deportava seus cidadãos idosos

O Rei que deportava seus cidadãos idosos
Uma história das Escrituras Budistas


Isto é o que eu (ou seja, Ananda) ouvi do ensinamento do Lorde Buda durante um sermão em Sravasti:
Era uma vez um rei que não gostava de cidadãos idosos. Ele achava que as pessoas que se tornavam idosas não eram mais úteis para o seu reino e portanto, um dia, ele decretou que qualquer pessoa acima de 60 anos de idade deveria ser deportada. Qualquer um que o desobedecesse sofreria severas punições e que ninguém se atrevesse a manter seus pais idosos em casa.
Porém, um dos seus mais velhos oficiais, secretamente manteve seu pai num aposento subterrâneo. Todo dia, ele lhe trazia alimento para comer, água para beber e Escrituras Budistas para estudar de modo que ele pudesse passar os últimos dias de sua vida tranqüilamente.
Quando o Imperador Sakra (o Rei do Céu no Budismo) tomou conhecimento desta norma, ele tornou-se muito infeliz com isto e mandou um de seus deuses para ver o Rei. O deus trouxe consigo uma mensagem do Céu para o Rei dizendo: "Estou lhe dando uma lista de problemas para serem solucionados. Você tem que me dar as respostas corretas dentro de um mês. Se você não me der as respostas corretas até o final deste período, o Imperador Sakra destruirá e arrasará com seu Reino!"
Os problemas eram:
  1. Primeiro, o mensageiro do Céu colocou duas cobras em frente ao Palácio e pediu ao Rei para distinguir a cobra masculina da cobra feminina.
  2. Depois, ele deu um elefante ao Rei e pediu para que o Rei o pesasse.
  3. Em seguida ele colocou uma tigela com água pura em frente ao Palácio e pediu ao Rei que encontrasse outra tigela de água mais valiosa do que aquela.
  4. Ele também colocou um pedaço de sândalo em frente à Côrte Imperial e perguntou ao Rei, "onde está a cabeça e onde está o fim deste pedaço de madeira?"
  5. Finalmente, o mensageiro do Céu trouxe consigo um par de cavalos brancos que pareciam exatamente iguais em todos os sentidos. Ao Rei foi pedido para encontrar quem era a mãe entre os dois cavalos.
Dos seus oficiais, nenhum foi hábil a resolver estes problemas. O Rei começou a ficar preocupado e colocou avisos por todo o seu Reino dizendo que qualquer pessoa que aparecesse com as respostas receberia uma recompensa de 20.000 peças de ouro. O tempo estava passando rápido e o final do mês se aproximando. Apesar disso, ninguém teve uma pista para apresentar.
Então, no último dia do mês, o Imperador Sakra apareceu ante o Rei e perguntou, "você já solucionou os problemas?" O Rei, agora aterrorizado, falhou em dar ao Imperador Sakra quaisquer respostas.
Naquele momento, um dos Oficiais da Côrte Imperial deu um passo à frente com seu pai idoso e disse, "Meu pai tem as soluções."
"Tudo bem," respondeu o Imperador Sakra. "Mostre-me como solucionar estes problemas."
Para distinguir a cobra masculina da feminina o velho pai colocou ambas num pedaço de tecido bem macio. Uma das cobras começou a se mostrar incomodada e tentou escapar. "Aquela cobra deve ser a cobra masculina. A cobra quieta deve ser a feminina." disse o velho pai. Problema número um resolvido.
Em seguida, o velho pai levou o elefante para dentro de um barco que estava flutuando num rio alí perto. Imediatamente, o barco afundou um pouco mas depois se estabilizou. Então ele fez uma marca da altura da água no lado do barco e deixou o elefante sair dele. Depois ele colocou pedaços de pedras no barco até que elas atingissem a marca feita anteriormente. Após as pedras terem sido pesadas numa balança, o peso do elefante pôde ser determinado. O problema foi também resolvido.
"Para solucionar o problema da tigela de água é fácil," disse o velho pai ao Imperador Sakra. "Tudo o que tenho a fazer é pegar qualquer outra tigela de água e dá-la a alguma pessoa, tal como um viajante num deserto, para bebê-la. Uma tigela de água, usada para salvar uma vida é mais valiosa do que a tigela de água simplesmente colocada para nada, alí em frente ao Palácio." O problema estava igualmente resolvido.
Para solucionar o problema do pedaço de sândalo, o velho pai o colocou na água. A cabeça, que por si é densa, submergiu na água. A ponta final, que é leve, flutuou sobre a água. Mais uma vez problema resolvido.
Para solucionar o último problema, o velho pai encontrou algum feno de boa qualidade e o colocou entre os dois cavalos brancos. Notaram que um dos cavalos chutou o feno para o outro e o deixou comer primeiro. Ela deve ser a mãe!
O Imperador Sakra ficou muito satisfeito com as respostas. Ele anunciou que iria desculpar o Reino de ser destruído. O Rei humano subitamente tornou-se iluminado e ajoelhou-se ante o Rei dos Deuses dizendo, "Agora eu vejo o que você quer dizer. É minha falta maltratar meus velhos cidadãos. Estou pedindo que perdoe meu pecado e irei trazer de volta meus cidadãos idosos para suas casas."
O Imperador Sakra ficou muito contente e retornou para o Céu.
A tradução deste texto é uma preciosa colaboração de
Teresinha Medeiros dos Santos - Felppondd@aol.com 
Com ilustração de Sandro Neto Ribeiro contato@maisbelashistoriasbudistas.com

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Solstício de inverno - atividades











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SOLSTÍCIO DE INVERNO

CELTAS

Festival comemorado no dia 21 de junho, a época das noites frias. O mês de junho em gaélico chama-se Solstício de InvernoMeitega. Em galês este festival é conhecido como Alban Arthan, a Luz de Arthur ou a Luz do Inverno, uma versão poética, que relaciona o Solstício de Inverno às lendas do rei Arthur, como Arcturus, o guardião do urso, à estrela mais brilhante do Hemisfério Norte, que celebra este festival no dia 21 de dezembro.
Este é um período de fortalecimento interior e de total movimento descendente. No Solstício de Inverno os poderes da noite e da terra atingem o seu ápice.
O Solstício de Inverno é tempo de regeneração e mudanças, o recolhimento na escuridão da terra, ou seja, o hibernar para renovar-se. Ideal para despertarmos nossa criança interior, restaurando as energias em honra à Mãe Divina. Esse festival representa, basicamente, o ciclo de morte e renascimento. Momento propício à meditação, introspecção, soberania e proteção. Dedicamos este rito à Rhiannon.
As noites se tornam mais longas que o dia e o inverno, por fim, se estabelece. A partir desta data, a luz solar começa aumentar gradativamente, apesar do tempo frio.
Assim como no solstício do verão, megálitos pré-célticos estão alinhados ao nascer do sol, como em Stonehenge, o mesmo acontece no inverno em Newgrange, na Irlanda.
Ornamente seu altar com folhas de figueira, azevinho ou carvalho, assim como o pinheiro que simboliza a renovação e o crescimento, além de elementos que lembrem o inverno. Acenda algumas velas, para simbolizar o Sol e elevar os ânimos. Honre a Mãe Terra e o renascimento do poder solar, como a esperança do retorno da luz. Que assim seja!

(FONTE: http://www.templodeavalon.com/modules/mastop_publish/?tac=celebra%E7%F5es_solares)


XAMANISMO

O inverno é o começo do ciclo - o nascimento do Sol, trazendo de volta à luz, tirando-nos da escuridão. Passando do dia mais curto, os dias se tornam mais luminosos, e podemos olhar para o nosso interior e encontrar essa nova fonte de luz e de regeneração. É época do nascimento de Cristo, da Deusa Perséfone.
Os nativos norte americanos celebram a "Renovação da Terra".
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A noite anterior ao Solstício do Inverno é a noite mais escura, simbolizando a gestação no ventre, antes do nascimento. Podem ser feitos rituais , meditações, a fim de focalizar a luz em áreas específicas da consciência.
O Norte é a direção associada ao Inverno, ao Búfalo Branco. Período de purificação. Nesta data o sol renasce do ventre escuro da Mãe Terra, simbolizando a renovação das esperanças, novas promessas de alegria e realizações.
O Solstício de Inverno assinala o fim da vitalidade das manifestações do que foi plantado na primavera.
É um período que nós devemos livrar da madeira morta do ano e analisar o que é que não é saudável em nossas vidas e nos nossos relacionamentos. Rituais de inverno devem refletir a purificação pessoal e o renascimento. O entulho velho é queimado e utilizado para fertilizar o solo para o plantio de primavera.
O Solstício de final do ano marca também a Lua Cheia em Câncer, para afastar velhas ligações emocionais e mais equilíbrio e objetividade em nossa vida.

(FONTE: http://www.xamanismo.com.br/Universo/SubUniverso1193138775It001)

WICCA

Solstício é uma palavra derivada do latim que significa sol (sol) e sistere (imóvel, que não se move). O Solstício de inverno marca astronomicamente o início do inverno, no hemisfério sul acontecerá no dia 21-22 de junho e no hemisfério norte 21-22 de dezembro.

Estas datas estão relacionadas espiritualmente ao nascimento e renascimento em todas as culturas porque no inverno o Sol, a Luz, se esconde e surge a escuridão. Os rituais são realizados pedindo para a Luz do Sol renascer e aparecer novamente.
Os romanos ofereciam suas festas no solstício de inverno comemorando as Saturnalias em que reverenciavam o deus Saturno. Eles também celebravam o nascimento de Mitra, Deus Persa.
Estas celebrações teriam sido as causadoras da data fictícia escolhida para o nascimento de Jesus com a intenção de afastar as pessoas destas festas chamadas pagãs. Hoje já sabe que de fato Jesus não nasceu em dezembro.

Na tradição Wicca e nas antigas religiões pré-cristãs os templos erguidos na natureza seguiam os movimentos do Sol de forma que sempre ficassem orientados segundo a rotação dos corpos celestes.

Nas linhas do Trópico de Câncer e Capricórnio neste dia os raios solares incidem verticalmente sobre eles. Já nos Polos esta é a data em que o dia (se for verão) ou a noite (se for inverno) tem 24h ininterruptas.
Nesta tradição celebra-se o ritual (Sabá) de Yule (que possui origem Celta) para comemorar a entrada do inverno e marcar a noite mais longa do ano. Com Yule invocamos o poder da natureza para que traga de novo a Luz para iluminar a escuridão da Terra (inverno).

A escuridão é necessária para perceber a Luz e dar continuidade assim ao ciclo vida-morte-renascimento. É o caso das sementes que são semeadas para morrerem dentro da terra e renascerem na primavera para oferecer toda a sua força no verão.
Este é um dos Sabás mais antigos já que todas as culturas reconheciam a existência de um Deus do qual vem a Luz e que sempre foi chamado de Sol-Deus em torno do qual gira o ciclo da vida.
No hemisfério norte o inverno é representado pelo azevinho (planta tradicional no Natal) e no hemisfério sul usamos troncos e galhos secos e já caídos das árvores. Desta tradição deriva a árvore de Natal, pinheirinho, enfeitado com luzes que antigamente eram velas.

(FONTE: http://www.rakelpossi.com/ampliado.php?ID=20120620002907)