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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Por que os heróis gregos e romanos usavam coroa de louros?

A planta representava a vitória na Grécia e na Roma antigas. A origem do símbolo está na mitologia comum a ambas as culturas. Segundo ela, o deus Apolo teria se apaixonado pela linda ninfa Dafne, mas ela não nutria o mesmo sentimento por ele e fugiu para as montanhas, tentando escapar da sua perseguição. Dafne acabou pedindo proteção a seu pai, o deus Peneio, que optou por transformá-la num loureiro: foi assim que a ninfa venceu Apolo. "Por isso, os vencedores de qualquer tipo de competição eram coroados com folhas dessa planta. Entre os romanos, quando um comandante ganhava uma batalha, também enviava para o Senado um pergaminho envolto em folhas de louro, informando o ocorrido", diz a historiadora Maria Corassim, da Universidade de São Paulo (USP).
Texto disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-os-herois-gregos-e-romanos-usavam-coroa-de-louros

SIGNIFICADO DO LOURO EM OUTRAS CULTURAS E RELIGIÕES

A MAGIA DO LOURO

As folhas de louro podem ser utilizadas para uma interessante magia de poder. Durma com algumas folhas debaixo do seu travesseiro toda vez que tiver uma situação importante para resolver no dia seguinte.Ao acordar, queime-a na chama de uma vela amarela.
Através desta prática, o elemental dessa planta permanecerá a seu lado por um certo período, dando-lhe força e poder pessoal para resolver com sucesso qualquer situação que se apresente.

Louro - Medicinal

Alivia cólicas menstruais e ajuda a curar afecções de pele e do ouvido. Atua contra cansaço e auxilia no tratamento de hemorróidas, reumatismo e contusões. Em infusão ajuda a fazer a digestão e estimular o apetite. As folhas também são usadas no preparo de unguentos (por exemplo a pomada com o sumo das folhas misturada com lanolina ou vaselina para picada de insetos).

Uso caseiro: Pendurar ramos pela casa para refrescar e perfumar o ar. As folhas nas gavetas e armários ajuda nos a afastar traças.
Uso culinário: Utilizar em pequenas quantidades em molhos, sopas, feijão, marinadas de carnes, caldos de peixe, recheios, carnes de caça. Retirar a folha antes de servir, pois pode amargar a comida.. Cozer em leite para aromatizar cremes de leite e ovos e pudins de arroz.
Efeitos colaterais: Consumido em grandes doses, tem efeito narcótico.

Nomes Populares
loureiro vulgar, loureiro dos poetas
Nome Científico
Laurus Nobilis / Família das lauráceas


Origem

Originária do Mediterrâneo, se adaptou bem em regiões de clima temperado:O loureiro era a árvore consagrada ao deus Apolo, deus grego da profecia, poesia e cura. As sacerdotisas transmitiam suas profecias após, entre outros rituais, comer uma folha de louro.
Na antiguidade greco-romana era símbolo de glória, com as coroas feitas da erva.


Lendas e Mitos

Na Idade Média era usado para afastar demônios, bruxas e raios. Uma superstição diz que quando morre um loureiro, ocorre um grande desastre.


Características e Cultivo

Árvore ou arvoreta aromática, de até 10 metros de altura. Flores amareladas seguidas por pequenos frutos azul escuro. Usa-se somente as folhas e eventualmente os frutos. Gosta de sol pleno em locais frios e meia sombra em regiões quentes. Solo leve e rico em matéria orgânica. Propagação por estaquia de galhos. Precisa de podas anuais de renovação.
Outras espécies
Alcaçuz da terra- periandra uruçú huê, vegeta espontaneamente no Paráná e SP. Raiz preta por fora e amarela por dentro. Caule esbranquiçado, folhas opostas, flores rosas ou azuis. Uso medicinal Moléstias inflamatórias e diuréticas.  Do site: http://tudosobreosorixasdeumbanda.blogspot.com.br/2011/10/magia-da-folha-do-louro.html

SUGESTÃO DE ATIVIDADE

atividades-olimpiadas-2016-18

segunda-feira, 14 de março de 2016

Pintura Corporal

(Sugestão de atividade)




Pintura Corporal
A pintura corporal é uma manifestação cultural presente em várias sociedades, como os indígenas, hindus, africanos e na sociedade ocidental por meio da maquiagem e da tatuagem.
Os índios utilizam a pintura corporal como meio de expressão ligado aos diversos manifestos culturais de sua sociedade. Para cada evento há uma pintura específica: luta, caça, casamento, morte. Todo ritual indígena é retratado nos corpos dos mesmos na forma de pintura, é a expressão artística mais intensa dos índios. A tinta é feito de urucum, jenipapo ou babaçu na maioria das vezes.
A cultura hindu também utiliza a pintura corporal, nos casamentos, em que as noivas são pintadas por todo o corpo com desenhos decorativos que representam sorte para a noiva e um rompimento com a antiga vida em família e para exibir a condição da mulher casada, um sinal vermelho no centro das sobrancelhas. Quando uma mulher hindu se casa, ela passa a fazer parte da família de seu marido, e deixa de ser integrante de sua família biológica, e as pinturas são como uma representação desse ritual de passagem para ela.
Assim como os indígenas, muitas tribos africanas também usam a pintura corporal com significados particulares a cada evento, e para embelezar-se. A natureza também é muito retratada nesse tipo de pintura corporal. As pinturas africanas são feitas com vegetais, barro, ocre vermelho e amarelo extraídos de rochas vulcânicas, cal branca e seiva de algumas plantas que possuem pigmentos fortes.
Analisando estes tipos tradicionais de pintura corporal é possível notar o choque cultural existente entre as sociedades, e observar também como é mutável o conceito de beleza. No entanto, a pintura corporal na sociedade contemporânea ocidental baseia-se nos mesmos princípios de embelezar-se e expressar algo.
A maquiagem sempre foi um artifício feminino de beleza. As técnicas de maquiagem crescem ininterruptamente e seguem tendências e padrões. Entretanto, não apenas as mulheres utilizam a maquiagem, o teatro, o cinema e a fotografia também a utilizam para fins artísticos, para expressar ideias, enfatizar o desejado nas imagens e fazer referências sócio-culturais a depender da manifestação.
A tatuagem não é uma manifestação pertencente exclusivamente à sociedade contemporânea como pode se pensar. Estima-se que ela tenha surgido por volta do ano 3000 a.C. no Egito, em rituais ligados à religião. Todavia, a popularização da tatuagem, característica da sociedade contemporânea ocidental, também está ligada ao desejo de expressar algo, um estilo, uma opinião, etc., muitas tribos urbanas têm a tatuagem como marca de seu estilo, como uma patente.
A pintura corporal esteve inserida em diversos momentos por toda a história da humanidade, sendo utilizada de diferentes formas e com diferentes intuitos. Mas com intenções básicas comuns a todos os tipos de manifestação da mesma. A pintura corporal é mais que uma mera característica de manifestação cultural da humanidade, é parte integrante da formação da maioria das sociedades.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pintura_corporal
http://ellenpeliciari.arteblog.com.br/3604/Tecnica-de-Pintura-Corporal/

PATAXÓS

A pintura corporal é um bem cultural de grande valor para nós Pataxó. Ela representa parte de nossa história, sentimentos do cotidiano e os bens sagrados. Usamos a pintura corporal em festas tradicionais na Aldeia como em ritos de casamento, nascimento, comemorações, dança, luta, sedução, luto, proteção, etc. Temos pintura para o rosto, braço, costas e até mesmo para as pernas. Usamos pinturas específicas para homens e mulheres casados e solteiros. As pinturas têm diversidade de tamanho e significados.
Fonte:http://povosdaantigaamerica.blogspot.com.br/2013/04/etnia-pataxo.html

MEHNDI

Um dia antes de seu casamento, a noiva indiana tem mãos, braços e pés pintados por amigas e mulheres da família. Sua pele ganha a decoração de elaborados desenhos, cheios de beleza e significado. Chamada de mehndi, essa arte milenar de pintura corporal usa os grafismos de henna para, além de enfeitar a mulher, protegê-la e trazer boa sorte na vida nova que se inicia. Depois de feita, a tatuagem leva cerca de dez dias para sumir e, tradicionalmente, só é permitido à noiva retomar as tarefas domésticas após os desenhos terem desaparecido completamente da pele. Além de aparecer em casamentos, a pintura é utilizada também em ocasiões como enterros e batizados.
Fonte:http://www.triada.com.br/espiritualidade/fe_oriental/aq173-201-925-6-icones-da-india-simbolos-e-tradicoes.html




EFUN

Efun é um pó retirado de calcário, que são encontrados na natureza em várias cores, também chamada de tabatinga. É utilizado na feitura de santo que serve para pintar o corpo do neófito, chamada de efun fun (pó branco).
Efun (barro branco encontrado no fundo dos rios); foi o primeiro condimento utilizado antes da introdução do Sal. Muito usado em Ebós elaborados para aos Orisá-funfun (Orisa’s dos primórdios). O efun simboliza o Dia, por isso, quando em pó, seja soprado ou friccionado seco é utilizado com o objetivo de expandir, vitalizar, iluminar, clarear, despertar, avivar. 
Já o Efun molhado com água pura ou com o soro do Igbin é utilizado para acalmar, tranquilizar, adormecer, suavizar, abrandar, repousar, proteger. Por isso que a cabeça do Yawo em reclusão deve permanecer coberta de pó de Efun o Dia, e durante a noite coberta com Waji e pequenas marcas de Efun.
Essas pinturas também representam uma forma de proteção contra as forças maléficas das três principais Iyami Àjé (as feiticeiras) impedindo-as que pousem sobre as pessoas e uma das principais características destas pinturas, tem como objetivo vincular todo o Asè transmitido ao noviço durante os ritos da iniciação.
Significando uma forte ligação com OSALÁ.
Fonte: http://osmisteriosdaafrica.blogspot.com.br/2016/03/efun.html



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Por que, nos Estados Unidos, o dia dos namorados é 14 de fevereiro?

Neste domingo é dia dos namorados nos Estados Unidos, estamos acostumados a ver em filmes, seriados e programas de TV pessoas trocando cartões, presentes e realizando uma grande comemoração. Mas por que dia 14 de fevereiro é dia dos namorados nos EUA e por que as pessoas trocam cartões e presentes mesmo sem que sejam realmente namorados? O que isso tem a ver com Ensino Religioso?

14 DE FEVEREIRO, DIA DE SÃO VALENTIM


História de São Valentim
Existem várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados. Uma das histórias retrata o São Valentim como um simples mártir que, em meados do séc. III d.C., havia recusado abdicar da fé cristã que professava. Outra defende que, na mesma altura, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote da época, de nome Valentim, teria violado este decreto imperial e realizava casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte. Ambas as teorias apresentam factores em comum, o que nos leva a acreditar neles: São Valentim fora um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269 d.C.
Quanto à data, algumas pessoas acreditam que se comemora neste dia por ter sido a data da morte de São Valentim. No entanto, outros reivindicam que a Igreja Católica pode ter decidido celebrar a ocasião nesta data como uma forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia. Isto porque, na Antiga Roma, Fevereiro era o mês oficial do início da Primavera e era considerado um tempo de purificação. O dia 14 de Fevereiro era o dia dedicado à Deusa Juno que, para além de rainha de todos os Deuses, era também, para os romanos, a Deusa das mulheres e do casamento. No dia seguinte, 15 de Fevereiro, iniciava-se assim a Lupercalia que celebrava o amor e a juventude. No decorrer desta festa, sorteavam-se os nomes dos apaixonados que teriam de ficar juntos enquanto durasse o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. No entanto, e como aconteceu com muitas outras festas pagãs, também a Lupercalia foi um 'alvo a abater' pelo cristianismo primitivo. Numa tentativa de fazer uma transição entre paganismo e cristianismo, os primeiros cristãos substituíram os nomes dos enamorados dos jogos da Lupercalia por nomes de santos e mártires. Assim, conciliavam as festividades com a religião que professavam, aumentando a aceitabilidade por parte dos Romanos. São Valentim não foi excepção e, como tinha sido morto a 14 de Fevereiro, nada melhor para fazer uma adaptação da Lupercalia ao cristianismo, tornando-o como o patrono dos enamorados.

Tradições do Dia de São Valentim

Muitas são as tradições associadas ao dia de São Valentim, variando de país para país. 
Por exemplo, nas Ilhas Britânicas na altura dos Celtas, as crianças costumavam vestir-se de adultos e cantavam de porta em porta, celebrando o amor; no actual País de Gales, os apaixonados trocavam entre si prendas como colheres de madeira com corações gravados, chaves e fechaduras, o que significava «Só tu tens a chave do meu coração». 
Já na Idade Média, em França e na actual Inglaterra, no dia 14 de Fevereiro, os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e estes eram cosidos nas mangas durante uma semana. Se alguém trouxesse um coração costurado na camisola, isso significava que essa pessoa estava apaixonada. 
Ao longo dos tempos, as tradições de São Valentim foram adquirindo um grau de complexidade cada vez maior. A cada ano que passava, foram-se criando novas tradições, lendas e brincadeiras, como é o caso das mensagens apaixonadas. 
A tradicional troca de cartões, cartas e bilhetes apaixonados no dia 14 de Fevereiro teve origem na altura da própria lenda de São Valentim, quando este teria deixado um bilhete à filha do seu carcereiro. No entanto, não há qualquer facto que comprove esta lenda. 
Porém, é certo que, no século XV, Charles, o jovem duque de Orleães, terá sido o primeiro a utilizar cartões de São Valentim. Isto porque, enquanto esteve aprisionado na Tower of London, após a batalha de Agincourt em 1945, terá enviado, por altura do São Valentim, vários poemas e bilhetes de amor à sua mulher que se encontrava em França. 
Durante o século XVII sabe-se que era costume os enamorados escreverem poemas originais, ou não, em pequenos cartões que enviavam às pessoas por quem estavam apaixonados. Mas, foi a partir de 1840, na Inglaterra vitoriana, que as mensagens de São Valentim passaram a ser uniformizadas. Os cartões passaram a ser enfeitados com fitas de tecido e papel especial e continham escritos que ainda hoje nos são familiares, como é o caso de «would you be my Valentine». 
Nos dias de hoje, é entre os mais novos que estas mensagens de São Valentim são mais populares, sendo uma forma de expressarem as suas paixões.


TEXTO DISPONÍVEL EM: http://cupido.aeiou.pt/dn/valentim.html

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Carnaval - ATIVIDADES











QUAL A ORIGEM DO REI MOMO?


Tudo indica que essa rechonchuda figura carnavalesca tenha sido inspirada em um personagem da Antiguidade clássica. Na mitologia grega, Momo era o deus do sarcasmo e do delírio. Usando um gorro com guizos e segurando em uma mão uma máscara e na outra uma boneca, ele vivia rindo e tirando sarro dos outros deuses. Com esse jeitão esculachado, aprontou tantas que acabou expulso do Olimpo, a morada dos deuses. Ainda antes da era cristã, gregos e romanos incorporaram essa figura mitológica a algumas de suas comemorações, principalmente as que envolviam sexo e bebida. Na Grécia, registros históricos dão conta que os primeiros reis Momos de que se tem notícia desfilavam em festas de orgia por volta dos séculos 5 ou 4 a.C. Geralmente, o escolhido era alguém gordinho e extrovertido - provavelmente vem daí a inspiração para a folia brasileira. Já nas bacanais romanas, os participantes selecionavam um Rei Momo entre os soldados mais belos do exército.
"Esse ‘monarca’ era o governante de um período de liberdade total e desfrutava de todas as regalias durante a festa, como comidas, bebidas e mulheres", diz o historiador Hiram Araújo, diretor cultural da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). No Brasil, a tradição de eleger um Rei Momo durante o Carnaval apareceu primeiro no Rio de Janeiro, em 1933. Naquele ano, a coroa foi entregue ao jornalista Morais Cardoso, que ocupou o trono até morrer, em 1948. A novidade fez sucesso e hoje várias cidades brasileiras também escolhem seu Momo. Em 2004, o concurso carioca trouxe uma novidade: para não estimular a obesidade, o prefeito César Maia liberou a exigência de peso mínimo para os candidatos ao posto. Tanto que o vencedor da eleição, o carioca Wagner Monteiro, tem apenas 85 quilos. "O concurso agora privilegia outros critérios, como a capacidade de comunicação do candidato, sua irreverência e uma pitada de samba no pé", afirma Hiram.
Texto disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-origem-do-rei-momo

QUAL É Q ORIGEM DO CARNAVAL?

Ele é uma herança de várias comemorações realizadas na Antiguidade por povos como os egípcios, hebreus, gregos e romanos. Esses festejos pagãos serviam para celebrar grandes colheitas e principalmente louvar divindades. É provável que as mais importantes festas ancestrais do Carnaval tenham sido as "saturnais", realizadas na Roma antiga em exaltação a Saturno, deus da agricultura. Na época dessa celebração, as escolas fechavam, os escravos eram soltos e os romanos dançavam pelas ruas. Havia até mesmo uma espécie de "bisavô" dos atuais carros alegóricos. Eles levavam homens e mulheres nus e eram chamados de carrum navalis, algo como "carro naval", pois tinham formato semelhante a navios. Alguns pesquisadores enxergam aí a origem da palavra carnaval. A maior parte dos especialistas, porém, acha que o termo vem de outra expressão latina: carnem levare, que significa "retirar ou ficar livre da carne".
Isso porque, já na Idade Média, essas velhas festividades pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica, passando a marcar os últimos dias de "liberdade" antes das restrições impostas pela Quaresma. Nesse período de penitência para os cristãos (durante os 40 dias antes da Páscoa), o consumo de carne era proibido. A variação da data do Carnaval no calendário se deve justamente à ligação direta com a Páscoa - que, no hemisfério sul, sempre acontece no primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono. Determinada a data do feriado cristão, basta retroceder 46 dias no calendário (40 da Quaresma mais seis da Semana Santa) para se chegar à Quarta-Feira de Cinzas. A comemoração do Carnaval adquiriu diferentes formas nos países católicos que mantiveram a celebração. No Brasil, foi grande a influência do "entrudo", uma folia feita em Portugal, onde eram comuns as brincadeiras com água.
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Na livraria:
Carnaval, Rachel Valença, Editora Abril, 2003
Carnaval - Seis Milênios de História, Hiram Araújo, Editora Gryphus, 2003
Na internet
www.carnaxe.com.br/historia/
Texto completo disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-a-origem-do-carnaval

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A tatuagem e o preconceito por causa da tattoo

Entre os povos que a criaram, a tatuagem era, e ainda é, parte da cultura dos ritos de passagem e das diferenças entre tribos e classes sociais. O problema começou quando os europeus tomaram para si o hábito de tatuar a pele. Os marinheiros das expedições capitaneadas pelos desbravadores da Oceania, como John Cook, foram os primeiros a levar ao Velho Mundo as próprias cútis com os elaborados desenhos.
tatuagem foi banida e proibida na Europa no primeiro século depois de Cristo pelas autoridades religiosas, por ser considerada um vilipêndio à santidade do corpo, que era considerado o “templo do Espírito Santo”. Junte-se a isso a má fama que os marinheiros tinham (essa classe de profissionais era formada primordialmente por ex-detentos e condenados pela Justiça à prisão ou à forca) e teremos a gênese do preconceito contra tatuagens.

O preconceito contra tatuagens na era moderna

Boa parte do preconceito contra tatuagens provém da cultura cristã, como citado acima, mas havia também uma grande questão social que embutia ainda mais preconceito contra os desenhos feitos na pele. Os primeiros homens a aparecerem em público com tatuagens eram os já citados marinheiros, cuja má fama os precediam. Junte-se a isso o hábito que a Igreja Católica tinha de estigmatizar algumas pessoas que cometiam “pecados” com letras e desenhos tatuados, e temos aí uma união de ideias que levou a seguinte linha de raciocínio:
  • Pessoas tatuadas pela Igreja eram pecadores, portanto indignos.
  • Marinheiros tatuados eram prisioneiros condenados e que cometeram crimes diversos.
  • Portanto, toda pessoa tatuada era um potencial criminoso ou pecador.
Esse silogismo simplista deu à tatuagem (ou tattoo, como imortalizado pelo capitão John Cook) o terrível estigma de “coisa de pessoas sem valor social”, ou simplesmente “coisa de bandido”.

A tatuagem e o preconceito hoje

A tatuagem passou quase todo o século XX sofrendo com o preconceito ancestral herdado desde a Idade Média, mas graças ao culto à personalidade criado pela mídia para poder falar sobre cantores, atores e diversas personalidades notórias, a tatuagem começou a ser vista também como uma forma de expressão artística. A partir da “invenção da juventude” como mercado consumidor, em meados da década de 1950, e dos ditames estéticos propagados pelos ídolos desta juventude, principalmente cantores de rock, a tatuagem começou a sair do gueto e invadir os “grandes salões da sociedade”.
Se hoje os estúdios de tatuagem multiplicam-se graças a uma horda crescente e insaciável de jovens e adultos que aderem à tatuagem como forma de expressão e homenagem, há também um grande preconceito profissional contra a tatuagem, principalmente nas profissões mais tradicionais, como médicos, engenheiros e advogados. A visão do público ainda é altamente preconceituosa, e isso dita a contratação ou não de um profissional tatuado.
A tatuagem não é mais demonizada pela população como antigamente, e isso se deve à adesão de pessoas famosas que são adoradas pelo público e que aparecem ostensivamente na mídia mostrando sem pudor as tatuagens que cobrem partes visíveis do corpo. O principal foco de preconceito contra tatuagens ainda é o mercado de trabalho, mas setores mais conservadores da Igreja católica, seitas neoevangélicas e até mesmo cidades interioranas com prefeitos conservadores mantêm a tatuagem em um gueto de desprezo, ojeriza e até mesmo ódio.

Texto disponível em: http://tatuagemtattoo.com.br/a-tatuagem-e-o-preconceito-por-causa-da-tattoo/

Tatuagem Tebori, Irezumi e Horimono – História e curiosidades

Tatuagem Tebori, Irezumi e Horimono. Se para os polinésios e aborígenes a tatuagem tinha status de rito de passagem e para os ocidentais é uma forma de ornamento, para os japoneses há toda uma história envolvendo a tatuagem, passando pelo orgulho samurai em ostentá-los como prova de valor para os guerreiros, punição para criminosos e chegando até a proscrição pura e simples dos dias de hoje graças à ligação das tatuagens com a Yakuzá, a máfia japonesa.
Os nomes das técnicas de tatuagem refletem, de forma sintática, as facetas dadermopigmentação japonesa: Tebori, Irezumi e Horimono.
Tudo sobre Tebori, Irezumi e Horimono.

A técnica Tebori e a tatuagem Horimono

origem da técnica de tatuagem Tebori data do período feudal do Japão, mais especificamente do chamado período Edo (1603 – 1868), o último xogunato japonês antes do período moderno. A tatuagem Tebori consiste na aplicação do pigmento que formará o desenho através de agulhas finas colocadas em um haste de bambu ou de madeira. O passo a passo simplificado é o seguinte:
  • Obtém-se as tintas (mais correto é chamá-las de pigmentos, mas usaremos a palavra tinta para efeitos de simplificação) através da maceração de plantas, quando se quer paletas coloridas, e do uso de uma pedra transformada em pó para tons cinza, mais usados nos contornos.
  • Coloca-se as agulhas na ponta da haste. A quantidade de agulhas será determinado pelo tipo de aplicação. Para definir contornos, usa-se no máximo cinco agulhas; linhas grossas pedem pelo menos dez; sombreamentos e preenchimentos precisam de pelo menos 30 agulhas enfileiradas.
  • Embebe-se as agulhas nas tintas previamente preparadas e insere-se as pontas através de batidas precisas que perfuram a pele e inserem a tinta na derme
O método Tebori de tatuagem não é indolor. Os entusiastas desse tipo de tatuagem afirmam que essa dor não é intensa e que os danos à pele são menores, proporcionando uma cicatrização mais rápida. O resultado final é a tatuagem que se chama Horimono.

Diferenças entre tatuagens Horimono e Irezumi

Não há, em termos semânticos, uma diferença grande entre as duas nomenclaturas usadas para definir as tatuagens feitas pelo método Tebori. Contudo, quando se fala em termos culturais e sociológicos, os termos tomam relevância de status social e pessoal, passando pelo intangível conceito de honra, tão importante para os japoneses.
  • Uma tatuagem Horimono já foi um símbolo de status guerreiro, mostrando a capacidade de luta de samurais que ostentavam desenhos finamente ornamentados e representativos. Contudo, os xoguns do período Edo associaram a tatuagem Horimono ao estigma da criminalidade, já que a tatuagem substituiu o corte das cartilagens do rosto – nariz e orelha – como marca de condenação.
  • Graças a essa nova utilização punitiva da tatuagem, ela teve seu nome mudado para tatuagem Irezumi, que muitos traduzem como “tatuagem como punição”. Essa nova forma de ver a tatuagem serviu para torná-la, em determinados círculos criminosos, como prova de resistência contra as leis estabelecidas. As famosas tatuagens Tebori ostentadas pelos membros da Yakuzá, a máfia japonesa criada nos estertores do período Edo, têm a clara função de serem a expressão da ligação entre os membros da organização.

O método de tatuagem Tebori no Brasil

Aqui no Brasil não existem muitos tatuadores que utilizam as hastes da técnica Tebori, mas os poucos existentes são muito procurados por quem deseja ter representações pictóricas fidedignas do estilo feudal japonês pelo corpo. Tatuadores que fazem desenhos Horimono tradicionais (uma dica: nunca diga a palavra Irezumi para se referir à tatuagem a um profissional que usa o método Tebori) não fogem dos desenhos representativos da cultura e do folclore do Japão.
Os desenhos da tatuagem Tebori mais comuns são representações de samurais, gueixas, tigres, dragões, demônios, peixes como a carpa e ideogramas japoneses. Flores e formas abstratas também cobrem a pele de quem se submete à técnica das hastes Tebori. Se você pretende tatuar seu corpo com esse tipo de tatuagem e tem viagem marcada ao Japão, cuidado ao mostrar a pele tatuada, pois muitos ligam a Horimono à Yakuzá, inclusive a polícia.

Texto disponível em: http://tatuagemtattoo.com.br/tatuagem-tebori-irezumi-e-horimono-historia-e-curiosidades/

Significados das tatuagens mais populares para homens e mulheres

Mesmo que o Ocidente tenha desvirtuado a simbologia da tatuagem ancestral, tornando-a apenas um ornamento, inconscientemente há uma busca por elementos significantes que exprimam sentimentos, crenças e filosofias universais e pessoais. Basta observar as tatuagens mais populares e  investigar, mesmo que superficialmente, a vida do tatuado ou tatuada. Mesmo que o primeiro impulso seja estético, a escolha do desenho irá carregar muito do que a pessoa é e acredita. Eis os significados das tatuagens!
Algumas lembranças incrustadas na pele tatuada são propositais, como escrever o nome dos filhos, pais e irmãos, o que denota o apreço e o respeito. Quem leva consigo o simbolismo inconsciente dos desenhos escolhidos é a mulher, graças a séculos de repressão e proibições. Por mais que a tatuagem feminina seja em sua maioria composta de desenhos delicados, a alusão à liberdade e ao rompimento de grilhões fica estampada em diversas representações pictóricas.
Os homens também municiam-se dos significados das tatuagens ao escolher um desenho, mas a transgressão é implícita e faz parte do pacote de afirmação masculina, atávica e inevitável. Alguns equívocos são cometidos graças a interpretações errôneas de certos símbolos e marcas, mas o homem literalmente passa por cima desses erros, recriando a imagem. Veja o significado de algumas tatuagens segundo a percepção de tatuadores.

Significado da tatuagem feminina: as mais populares entre as mulheres

  • Corações estilizados – é a tatto feminina por excelência, graças à conotação romântica dada ao desenho. Não raro, uma miríade de coraçõezinhos habita omoplatas e pulsos de mulheres apaixonadas.
  • Borboletas – mais simbólico, impossível. Representa a metamorfose, a liberdade do casulo e a obtenção da liberdade. Braços, tornozelos e a região abaixo do umbigo são as preferidas para estampar os lepidópteros.
  • Estrelas – costuma ser uma tatuagem delicada e de pequeno porte, presentes em nucas e pulsos, mas não se engane. O desejo de brilhar é inversamente proporcional ao tamanho da tatuagem, ainda mais se houver mais de uma.
  • Flores – mais simbologia de liberdade e autoafirmação. O desabrochar e a beleza de uma menina que transforma-se em mulher fazem das rosas, lírios e margaridas um hit em omoplatas e pernas.
  • Representação do signo – a busca da sorte e das respostas escritas nas estrelas, além das justificativas por comportamentos recorrentes, como “eu sou assim porque sou leonina” ou “não mexa com uma capricorniana”, fazem dos símbolos zodiacais uma escolha bastante popular. Pulsos e tornozelos, em geral, são ornamentados pelos desenhos.
  • Frases em línguas estrangeiras – muitas as escondem na nuca ou nos pés, como um segredo a ser desvendado por quem mereça ler. Frases em Inglês ou Latim são muito apreciadas.
  • Imagens celtas, principalmente o trisquel – pode-se dizer que as imagens oriundas da cultura celta estão para as mulheres assim como as tatuagens tribais estão para os homens. O trisquel, símbolo circular das trindades místicas, permite diversas interpretações, dependendo do talento do tatuador.
  • Golfinhos – a idealização do “macho alfa” sob a ótica feminina: inteligente, companheiro, bem humorado e bonito.
  • Abstrações e arabescos – versão delicada das tatuagens tribais masculinas. No caso destas representações, os traços são mais finos e curvilíneos, com poucas arestas e muitas pontas. Algumas mulheres acrescentam uma flor à composição, como se o desenho abstrato fosse o caule.
  • Fadas – um tom pueril mas com conotação fantástica, vem do desejo em permanecer sempre  bela, luminosa e inocente em um mundo monocromático e frio. Fadas são colocadas em locais onde apenas alguns possam observar claramente, como os tornozelos.

Significados das tatuagens mais populares entre os homens

  • Símbolos tribais – além da beleza abstrata, as tatuagens inspiradas nas tatuagens polinésias e maori evocam uma virilidade que chama para a luta e o confronto, mesmo de forma subliminar.
  • Tigres – animais sagrados no budismo, quando representados de forma anatomicamente semelhante ao bicho, podem simplesmente significar força e uma certa dose de raiva. Há quem veja no tigre uma sutileza em observar antes de agir próprias dos líderes.
  • Dragões – os seres mitológicos possuem um caldeirão de significados. Liberdade, poder, resolutividade, alegria, assertividade, confiança sem empáfia. Juntamente com as cores, podem refinar o significante.
  • O nome da mãe – muitos consideram a figura materna uma das únicas, senão a única, figura confiável o suficiente para merecer uma lembrança indelével. Considerações pessoais e filosóficas à parte, braços, antebraços e dorsos são os locais prediletos para a confecção da tatuagem.
  • Fênix – a ave que consegue renascer após virar cinzas é muito usada por homens que passam por situações-limite.
  • Máscaras maori – nem todos tem a coragem ou a disposição de tatuar o rosto como os guerreiros maori, por isso usam o braço para representar um rosto delineado pelas formas marcantes da tatuagem maori.
  • Cavalos – virilidade e liberdade. O cavalo tem uma importância cabal na história do homem. Não por acaso, a potência dos motores ainda hoje é baseada na força dos equinos.
  • Caduceu – o bastão de Hermes, o deus grego dos viajantes e símbolo da Medicina em alguns países (o Brasil usa o bastão de Esculápio), é escolhido graças à bela forma e também para representar agilidade, vida e cura.
  • Urso – a imagem do ser indomável e forte, que não se rende aos desígnios do destino e toma para si a responsabilidade pela sua vida, com tudo de bom e ruim que isso possa acarretar.
  • Heróis e vilões de quadrinhos – podem chamar isso de a vingança dos nerds, já que gostar de cultura pop deixou de ser coisa de “gente esquisita” para tornar-se um mercado milionário. De Homem- Aranha a Batman, há espaço para todos.

O respeito às tatuagens claramente simbólicas

Muitos usam como inspiração os eventos midiáticos de massa para escolher um desenho para tatuagem. Embora a criatividade do cliente seja aparentemente o limite para a execução da tattoo, é preciso atentar ao significado social e religioso de algumas tatuagens. O uso de tatuagens com motivos budistas por pessoas que não seguem a doutrina de Buda pode ser considerada ofensiva por muitos.
Cuidado com imagens com valor estigmatizante (Estrela de Davi, cruz, suástica, caveiras com facas incrustadas) que são mal vistas por policiais ou determinados grupos religiosos e sociais. Na dúvida, fique sempre com representações e desenhos aceitos pela maioria, como os citados acima.

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