quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O negrinho do pastoreio - folclore ou religião?

A história deste menino é um misto de lenda e mito, por este motivo deve ser trabalhada também na aula de Ensino Religioso. Ela faz pate da cultura regional (sul) e serve como reflexão para adultos e crianças.


Negrinho do Pastoreiro

A lenda do Negrinho do Pastoreio é uma lenda meio cristã e meio africana. . É uma lenda muito popular no sul do Brasil e sua origem é do fim do Século XIX, no Rio Grande do Sul. Foi muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É uma lenda reconhecidamente do Rio Grande do Sul, e alguns folcloristas afirmam que a região tem uma única lenda sua, criada ao jeito local.

Conta a lenda que nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Em um dia de inverno, fazia muito frio e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. Disse o estancieiro: "Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece". Aflito, o menino foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou o cavalo pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.


De volta à estância, o estancieiro, ainda mais irritado, bateu novamente no menino e o amarrou nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha. A partir disso, entre os andarilhos, tropeiros, mascates e carreteiros da região, todos davam a notícia, de ter visto passar, como levada em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, montado em um cavalo baio. Desde então, quando qualquer cristão perdia uma coisa, fosse qualquer coisa, pela noite o Negrinho procurava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.


Quem perder coisas no campo, deve acender uma vela junto de algum mourão ou sob os ramos das árvores, para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo: "Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi...". Se ele não achar, ninguém mais acha.

(http://www.sohistoria.com.br/lendasemitos/negrinho/)


PAJERAMA



Assistimos ao filme e fizemos uma roda de conversa a respeito. As crianças puderam compreender que, respeitar a religião e a cultura do outro vai muito além dos muros da escola. Todas as nossas ações devem ser pensadas.

Música Indígena

Outro dia levamos um instrumento indígena para as crianças observarem e explorarem. Desta vez, com garrafas pet, cada criança criou o seu próprio "chocalho".









MEDITAÇÃO - OM

A Meditação é uma técnica de centrar, equilibrar, apaziguar e serenar a mente, e quando nossa mente abranda se dá o alicerce da paz interior, e nesse processo diminuímos a quantidade de pensamentos a cada minuto, não se ligando a nenhum deles, apenas deixando-os passar sem questionar, com isso, focando a atenção no presente conscientemente, onde a realidade acontece. Parece bem simples e realmente o é, contudo, algumas mudanças e ligações em nossa vida devem ser desfeitas, são mudanças sutis, porém fundamentais. Desligue-se do pensar no passado e também no futuro, pouco a pouco, os pensamentos vão se acumulando numa torrente de carga nociva de angústia pelo que aconteceu no passado, ou, a ansiedade pelo que vai acontecer no futuro. Ao meditar estaremos cultivando na mente a paz interior e o bem estar físico e mental, e como consequência, o equilíbrio se fará, melhorando imensamente sua vida cotidiana. (http://blog.inspiraalma.com.br/alimentando-a-alma/meditacao-%E2%80%93-aprenda-facil-essa-tecnica-milenar-em-dez-passos-simples/)





















Deméter e Perséfone - o Surgimento da primavera segundo a mitologia grega

Esta é, sem dúvida, uma das histórias mais bonitas sobre a criação. A primavera surge do amor da mãe Deméter por sua filha Perséfone. Então, senta que lá vem a história...

Falavam os antigos gregos que, no começo dos tempos, não existiam as quatro estações do ano. Só a primavera e o verão. Naquele tempo, andava pelo mundo uma jovem belíssima chamada Perséfone. 

Ela era filha de Deméter, a deusa do casamento e das colheitas. Um dia, Perséfone colhia flores e cantava, quando foi vista pelo deus do mundo subterrâneo, o terrível Hades. 

Ele se apaixonou perdidamente pela jovem e a raptou, levando-a para seu mundo de escuridão. 

Deméter, a mãe, ficou desesperada. Não se conformava com a perda da única filha.

Como ela era deusa das colheitas, sua tristeza e saudade fizeram os frutos das árvores secarem e as flores murcharem. 

Famintos, os homens pediram a Zeus,o deus de todo o universo, que resolvesse aquela situação. 

Zeus chamou seu filho Hermes, o mensageiro de todos os deuses, e lhe fez um pedido: 

- “Hermes, quero que me ajude. Deméter exige que Perséfone volte. Diz que, se ela não voltar, todas as árvores morrerão. Mas Hades já se casou com ela. O que faremos?” 

Hermes, o mais esperto dos deuses, desceu ao mundo subterrâneo de Hades, a terra secreta da noite e dos mistérios. 

Lá encontrou Perséfone ao lado do marido. 

- “Meu pai ordena que Perséfone volte para a casa de sua mãe, Hades. Você agiu incorretamente”. 

- Por quê? Eu estava apaixonado, não conseguia viver sem Perséfone e, com o tempo,ela também aprendeu a me amar! Somos felizes agora. 

- “Não se pode raptar uma jovem dessa forma. Deméter sente saudades da única filha. Você terá que me obedecer”. 

- “É impossível devolver Perséfone à terra novamente. Como você sabe, o que entra no mundo das trevas não pode voltar para casa”. 

- “Hades, então tenho uma proposta: Perséfone fica oito meses com a mãe e durante os quatro meses restantes ela fica com você. Certo?” 

- “Está bem, Hermes, eu aceito”. 

E foi assim que surgiram as estações do ano. 

Quando Perséfone está com a mãe, temos a primavera e o verão; quando Perséfone está com Hades, temos o inverno e o outono, porque como Deméter é a deusa das colheitas, sua tristeza e saudade fazem as flores murcharem e os frutos secarem. (http://grupoatun.blogspot.com.br/2010/07/persefone-e-primavera.html)


TRABALHO EM SALA:

Contação de história;

Observação das  imagens abaixo:
         

Produção de flores, com materiais recicláveis (caixas de ovos)