segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O eu, a família e o ambiente de convivência (para os estudantes)

Texto e atividades elaborados a partir do Currículo do Ensino Religioso da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, em consonância com a BNCC:


OBJETIVOS:  • Reconhecer os diferentes espaços de convivência. • Identificar costumes, crenças e formas diversas de viver em variados ambientes de convivência, contemplando as quatro matrizes. 

CONTEÚDO: • O eu, a família e o ambiente de convivência. 

CRITÉRIOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM: • Reconhece os diferentes espaços de convivência, identificando as diversas formas de conviver e demonstrar seus costumes e crenças nesses espaços.


Realizar a leitura coletiva e, depois colar o texto no caderno:


Nós convivemos em muitos lugares.
Tem a casa, a escola, a rua, a praça,
os lugares onde as pessoas se reúnem para celebrar,
brincar, aprender e cuidar umas das outras.

Em cada lugar, as pessoas têm costumes diferentes.
Algumas rezam, outras cantam, dançam ou contam histórias.
Algumas seguem tradições dos povos indígenas,
outras aprenderam com os povos africanos,
com os europeus ou com os povos asiáticos.

Todos esses jeitos fazem parte da nossa história.
Mesmo sendo diferentes, eles nos ensinam a viver juntos,
com respeito, amizade e curiosidade.

Conhecer os lugares e as pessoas
é aprender a cuidar do mundo e de quem vive nele.



Atividade: “Os lugares onde as pessoas convivem”

Materiais:

  • Imagens de diferentes espaços de convivência (casa, escola, aldeia indígena, terreiro, templo, praça, feira, comunidade rural, bairro urbano etc.)

  • Cartolina ou papel pardo

  • Lápis de cor, canetinhas e cola

Desenvolvimento:

  1. Roda de conversa inicial:
    Pergunte às crianças:

    • “Quais lugares vocês frequentam?”

    • “O que as pessoas fazem nesses lugares?”

    • “Todos vivem do mesmo jeito?”

  2. Exploração das imagens:
    Apresente imagens de diferentes espaços de convivência, destacando:

    • Como as pessoas se organizam

    • O que celebram

    • Quais costumes aparecem
      Relacione os espaços às quatro matrizes culturais, de forma simples e contextualizada.

  3. Registro coletivo:
    Em uma cartolina, construa um mural com o título
    “Espaços onde as pessoas convivem”.
    As crianças colam as imagens e desenham pessoas interagindo nesses ambientes.

  4. Socialização:
    Cada grupo explica um espaço do mural, comentando:

    • O que as pessoas fazem ali

    • O que aprenderam sobre esse jeito de viver

  5. Encerramento reflexivo:
    Destaque que todos os espaços de convivência merecem respeito e que cada cultura contribui para a nossa sociedade.

Avaliação:
A avaliação ocorre por meio da observação da participação, das falas, do interesse demonstrado e da capacidade de reconhecer e respeitar diferentes formas de viver e conviver.




O eu, a família e o ambiente de convivência (para o professor)

Objetivos de aprendizagem:

Reconhecer os diferentes espaços de convivência.  Identificar costumes, crenças e formas diversas de viver em variados ambientes de convivência, contemplando as quatro matrizes. 


Reconhecer os diferentes espaços de convivência e identificar costumes, crenças e formas diversas de viver é um objetivo essencial no processo educativo das crianças de segundo ano, pois amplia a compreensão de mundo e fortalece atitudes de respeito, diálogo e pertencimento. Nessa etapa, as crianças já conseguem observar, comparar e nomear características dos ambientes que frequentam, como a família, a escola, a comunidade, os espaços religiosos, culturais e de lazer.

O trabalho pedagógico deve favorecer a leitura crítica e sensível desses espaços, apresentando-os como locais onde as pessoas convivem, expressam valores, tradições, crenças e modos de vida. Ao abordar as quatro matrizes culturais — indígena, africana, europeia e asiática —, é fundamental evitar estereótipos, valorizando suas contribuições históricas, sociais e culturais para a formação da sociedade brasileira.

Cabe ao professor atuar como mediador, incentivando a escuta, a curiosidade e o respeito às diferenças, assegurando um ensino laico e inclusivo. Histórias, imagens, rodas de conversa, registros gráficos e atividades colaborativas são estratégias adequadas para promover o reconhecimento da diversidade presente nos variados espaços de convivência, possibilitando que as crianças compreendam que existem muitas formas legítimas de viver, acreditar e se relacionar.

O eu, o outro e o nós (para crianças)

 O texto (para trabalhar com os estudantes) e atividades a seguir, foram elaboradas a partir do Currículo da Rede Municipal de Ensino de Curitiba (em consonância com a BNCC).


OBJETIVO: • Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós. 

CONTEÚDO: • O eu, o outro e o nós 

CRITÉRIO DE ENSINO-APRENDIZAGEM: • Identifica semelhanças e diferenças entre seus pares.


Para ler de forma coletiva e colar no caderno:


Cada criança é especial do seu jeitinho.
Eu tenho meu nome, meu jeito de falar, de brincar e de sorrir.
Você também tem o seu jeitinho.

Alguns amigos gostam das mesmas brincadeiras que eu.
Outros gostam de coisas diferentes, e tudo bem!

Quando brincamos juntos, formamos um nós.
No nosso grupo, todos são importantes.
Mesmo sendo diferentes, podemos cuidar uns dos outros,
brincar juntos e aprender juntos.

Ser diferente é legal.



Atividade: “Quem sou eu, quem é você, quem somos nós?”

Materiais:

  • Papel sulfite ou cartolina

  • Lápis de cor, giz de cera ou canetinhas

  • Espelho (opcional)

  • Fotos das crianças (se possível)

Desenvolvimento:

  1. Roda de conversa:
    Inicie perguntando:

    • “O que faz cada um de nós ser especial?”

    • “O que temos de parecido com nossos amigos?”

    • “O que é diferente entre nós?”

  2. Desenho do “eu”:
    Cada criança desenha a si mesma, observando suas características (cabelo, roupas, expressão).

  3. Compartilhamento:
    As crianças apresentam seus desenhos, dizendo algo sobre si (ex.: “Eu gosto de brincar de…”).

  4. Construção do “nós”:
    O professor reúne os desenhos em um mural coletivo, formando um grande grupo, e conversa:

    • “O que vemos de parecido?”

    • “O que vemos de diferente?”

    • “Como é bonito nosso grupo com tantas diferenças!”

  5. Encerramento:
    Reforce a ideia de que todos são importantes, que as diferenças nos ensinam e que juntos formamos um grupo cheio de cores, ideias e brincadeiras.

Avaliação:
Observação da participação, da escuta, das interações e da forma como as crianças reconhecem a si mesmas e aos colegas de maneira respeitosa.

Ser amigo é melhor ainda!

O eu, o outro e o nós (texto para o professor)

 Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós é o primeiro objetivo definido para as turmas de 1. ano da Rede Municipal de Curitiba. Ele é fundamental para iniciar o Ensino Religioso, pois contribui diretamente para a construção da identidade, do respeito mútuo e da convivência coletiva. Nessa faixa etária, as crianças estão começando a perceber quem são, como se diferenciam dos colegas e o que compartilham com eles.

O trabalho pedagógico com esse objetivo deve favorecer situações em que as crianças possam se expressar, ouvir o outro e reconhecer que cada pessoa é única, ao mesmo tempo em que faz parte de um grupo. As semelhanças ajudam a criar vínculos, enquanto as diferenças ampliam o olhar para a diversidade, fortalecendo atitudes de empatia, cooperação e acolhimento.

É importante que o professor atue como mediador sensível, valorizando as falas infantis, evitando comparações hierarquizantes e promovendo um ambiente seguro, no qual todas as crianças se sintam pertencentes. Histórias, brincadeiras, rodas de conversa, atividades artísticas e jogos simbólicos são estratégias potentes para tornar esse aprendizado significativo e coerente com o desenvolvimento infantil.

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

O mito das cerejeiras

 Segundo os mitos da terra do sol nascente, existe a deusa Konohana Sakuya Hime, cujo significado é “Princesa que faz as árvores florescerem”. De acordo com a lenda, Konohana Sakuya se casou com Ninigi, o deus do mar, e em uma noite engravidou. Isso deixou o deus desconfiado da fidelidade da esposa, e ela, enfurecida, fugiu para uma cabana que foi incendiada. Konohana Sakuya prometeu que, caso seu filho saísse ileso, era porque aquela criança era realmente um filho do casal. E assim, no meio do incêndio, a princesa deu à luz a três filhos. Também é contado que em um determinado momento, Konohana Sakuya caiu dos céus perto do monte Fuji, e lá se transformou em uma bela flor de cerejeira.

Também no bushido essa flor tem grande representação: as cerejeiras são árvores que florescem durante um curto período do ano, e com isso, os samurais associaram a flora à efemeridade da existência humana e a fugacidade da, ou seja, o ser humano passa por essa terra por um curto período de tempo e, por isso, precisa ser bem vivida e bem aproveitada.

Fonte: https://gookaiwadaiko.blogspot.com/2013/12/o-mito-das-cerejeiras.html



VAMOS FAZER UM ORIGAMI DA FLOR DE CEREJEIRA?


Fonte: https://chine-culture.com/pt/origami/flores/origami-de-flor-de-cerejeira.php



Como surgiram as estrelas?

 Era uma vez uma aldeia bororo. Há muito tempo atrás, as mulheres saíram para o mato enquanto os homens saíram para a caça. No mato, as mulheres descobriram o milho, que até então não conheciam e passaram a se alimentar dele, diariamente. Depois, voltaram para a aldeia e nada disseram sobre o milho aos seus homens.

Essa situação foi continuando indefinidamente por muito tempo, um tempo em que ainda não havia estrelas no céu. Os homens desconfiaram de algo, pois a caça estava ruim e eles voltavam para a aldeia sempre famintos e nada tinham para comer. Já as mulheres, retornavam para a aldeia com a fome saciada. Os homens, finalmente, descobriram sobre o milho.

Nesse meio tempo, as crianças da aldeia, que ficavam sozinhas, ficaram chateadas e pediram a um beija-flor que levasse um cipó bem comprido e o amarrasse no céu. Subiram as crianças por esse cipó para o céu, mas, as mulheres que retornaram para a aldeia viram o cipó e também foram
subindo atrás das crianças.

A última criança, porém, cortou o cipó, e as mulheres que subiam despencaram do céu. As que conseguiram se segurar nas árvores, se transformaram em macacos, quatis e outros animais. As que caíram no chão, se tornaram animais terrestres, como a paca e a cotia.

Pouco tempo depois, as crianças, lá do céu, começaram a observar seu povo na terra e seus olhos brilhavam no ambiente celestial. Seus olhos brilhavam como as estrelas e foi assim, segundo a mitologia dos Bororo, que surgiram as estrelas.

Fonte: https://www.saobernardo.sp.gov.br/web/cultura/lenda-indigena



A criação do mundo segundo os yorubás

 No começo, o mundo era todo pantanoso e cheio d’agua, um lugar inóspito, sem nenhuma serventia. Acima dele, havia o Céu, onde viviam Olorum e todos os orixás, que às vezes desciam para brincar nos pântanos insalubres. (...) Ainda não havia terra firma, nem o homem existia. Um dia, Olorum chamou à sua presença Obatala, o Grande Orixá. Disse-lhe que queria criar terra firme lá embaixo e pediu-lhe que realizasse tal tarefa. Para a missão, deu-lhe uma concha marinha com terra, uma pomba e uma galinha com pés de cinco dedos. Obatalá desceu ao pântano e depositou a terra da concha. Sobre a terra pôs a pomba e a galinha e ambas começaram a ciscar. Foram assim, espalhando a terra que viera na concha até que terra firme se formou por toda parte. (...) Depois Olorum mandou Obatalá de volta a Terra para plantar árvores e dar alimentos e riquezas ao homem. (...) Foi assim que tudo começou. Foi ali, em Ifé, durante uma semana de quatro dias Que Obatalá criou o mundo e tudo o que nele existe. (...)Mas a missão não estava ainda completa. Obatalá modelou em barros os seres humanos e o sopro de Olodumare os animou. O mundo agora se completara E todos louvaram Obatalá. 

Fonte: Prandi, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo, 2001.



1, 2, 3... 4, 5, 6... em apenas 6 dias, Deus tudo fez

 No cristianismo, a criação do mundo é narrada na Bíblia, no livro de Gênesis, como um ato soberano de Deus, que criou o universo, a Terra e toda a vida em sete dias. Começou com a formação da Terra a partir do nada, na presença do Espírito de Deus e das águas, e culminou na criação do ser humano à Sua imagem e semelhança. 

A Criação em Sete Dias

A narrativa bíblica descreve a criação em um período de sete dias: 
Primeiro Dia: Deus criou a luz, separando-a da escuridão e nomeando-as dia e noite. 
Segundo Dia: Deus separou as águas, formando o firmamento (o céu) e reunindo as águas inferiores em oceanos. 
Terceiro Dia: Deus fez surgir a terra seca, que cobriu com vegetação, flores e árvores frutíferas. 
Quarto Dia: Deus criou o sol, a lua e as estrelas para reger o dia e a noite, estabelecendo as estações e o tempo. 
Quinto Dia: Foram criados os peixes e a vida marinha, além das aves que voam no céu. 
Sexto Dia: Deus criou os animais terrestres e os seres humanos, homens e mulheres, moldados a partir do barro e dados a vida pelo fôlego de Deus. 
Sétimo Dia: Deus descansou, abençoou esse dia e o santificou, completando sua obra.
OBSERVE AS IMAGENS A SEGUIR E ENCONTRE 7 ERROS: