Garimpei algumas atividades de inúmeros sites, a maioria delas já está pronta para a impressão:
Este blog visa contribuir para o desenvolvimento das práticas de Ensino Religioso, nas escolas de Ensino Fundamental, sob a perspectiva da diversidade religiosa e cultural.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Senta que lá vem a história... VIII
TODO IGARAPÉ UM DIA SE JUNTA AO GRANDE RIO TAPAJÓS
Daniel nasceu em uma aldeia em Belém do Pará, na grande nação Munduruku,
mas desde pequeno aprendeu a ter vergonha de ser índio, pois na escola da cidade o
chamavam de selvagem e vagabundo. Hoje, Daniel tem orgulho de sua origem e escreve
histórias sobre a sua gente. Uma delas vamos conhecer agora.
Daniel Munduruku era ainda menino pequeno e não falava muito com o seu avô,
porque ele era um homem velho e misterioso; dava conselhos sobre as ervas e plantas
que curam. Uma vez, percebendo que seu neto, Daniel, estava muito triste, o seu avô o
chamou para tomar banho nos igarapés.
Chegando lá, ele disse:
— Está vendo aquela cachoeira? Sente-se nela e fique lá até eu mandar você sair.
Enquanto isso, o seu avô tomou um longo banho para relaxar seu corpo cansado e
velho.
Ao final da tarde, o avô disse:
— Pode vir tomar banho Daniel.
Daniel mergulhou com vontade. Quando subiu a tona, ele olhou para os lados e
não viu o seu avô, então saiu gritando seu nome:
— Vovô Apolinário! Vovô Apolinário!
O seu avô apareceu e disse que estava fazendo xixi longe do rio, porque a água do
igarapé é pura, e o xixi enfraquece seu espírito, pois tudo está vivo.
O velho avô indígena disse que esperava que seu neto tivesse aprendido algo com
o rio. Mas na época, Daniel não havia aprendido nada. Então o sábio indígena disse:
— Você chegou à aldeia hoje muito triste. Veio da cidade se sentindo inferior, pois
lá as pessoas o maltrataram. Está na hora de você aprender algumas coisas sobre quem
você é, e foi por isso que eu te trouxe até aqui. Você viu o rio, ouviu as águas e o que foi
que eles lhe ensinaram? A paciência, a perseverança. A paciência de seguir o próprio
caminho de forma constante, sem nunca se apressar. Perseverança para ultrapassar
todos os obstáculos que surgirem no caminho. O rio sabe aonde ele quer chegar e sabe
que vai chegar, não importa o que aconteça. Ele sabe que seu destino é um dia se juntar
ao grande Rio Tapajós. Temos que ser como o rio, meu neto. Temos que acreditar que
somos um pequeno fio na teia da vida, mas um fio importante, sem o qual a teia
desmorona. Quando você estiver triste, venha para cá ouvir o rio.
Foi o maior discurso que o pequeno indígena Daniel Munduruku tinha ouvido do
seu avô. Ele falava pouco, mas dizia muito. Nessa época, Daniel não compreendia muitobem as palavras do seu avô, mas guardava bem guardado em seu coração.
Outro dia, na beira da fogueira, o velho indígena falou assim:
— Tem coisas que nunca vamos saber, pois a nossa vida é curta. Mas todas elas
podem ser lidas na natureza, porque ela sempre esteve aqui. Os homens buscam as
respostas e as curas no céu, sendo que elas estão na terra. Quem quiser conhecer as
coisas deve perguntar para nosso irmão o fogo, pois ele esteve presente na criação do
mundo, ou aos quatro ventos, ou as águas puras dos rios, ou ainda a nossa primeira mãe:
a terra. (Ele falava e se calava, contemplando o fogo a sua frente.). O nosso mundo está
vivo, a terra está viva, os rios, o fogo, o vento, as árvores, os pássaros, enfim, todos os
animais, pedras e seres vivos, são todos nossos irmãos e irmãs. Quem destrói a terra,
destrói a própria alma e não merece viver.
Depois de assimilar as lições do seu velho avô, passado algum tempo, Daniel volta
correndo para a aldeia e chega dizendo orgulhoso:
— Vovô, vovô, eu sou índio.
Então, seu avô abriu um belo sorriso e disse:
— Já é hora de eu me juntar ao grande Rio Tapajós, porque você aprendeu a lição,
meu neto.
Mas Daniel ficou desesperado.
— Vovô eu tenho tanto para aprender com você, tem tantas lições que você tem
que me ensinar.
Serenamente, o avô disse:
— Lembre-se sempre meu neto, que só duas coisas importantes você precisa
saber na vida: a primeira, é nunca se preocupar com coisas pequenas; a segunda, é que
todas as coisas são pequenas.
E com essas palavras ele se juntou ao grande Rio.
Disponível em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/arquivos/File/jornada_II/indigena_eloi_todo_igarape.pdf
Senta que lá vem a história... VII
O AMOR DE OXUM E EXU
Oxum sempre foi mulher vaidosa, bela e elegante, ofuscava a todos com seu brilho
vistoso. Uma coisa, porém, fazia-lhe falta - queria muito saber sobre os mistérios de Ifá.
Tinha sede do conhecimento dos oráculos, precisava conhecer o passado, presente e
futuro, somente assim se sentiria realizada. Pensou bastante a respeito e resolveu
procurar Exu, usou toda sua doçura e encanto para que ele lhe ensinasse os segredos.
Exu sentiu-se atraído pela bela mulher, mas não era de entregar nada
gratuitamente e lhe propôs um trato. Se ela ficasse junto dele por sete anos, fazendo
todos os serviços de sua casa, entregaria os mistérios que ela tanto desejava. Oxum
aceitou e durante todo o tempo do trato, lavou, passou e cozinhou para Exu. No final do
período tratado, Exu cumpriu o que havia prometido e liberou-a. A moça, entretanto, havia
se apaixonado e, mesmo com os segredos em mãos, preferiu continuar morando com ele.
Assim viveram por muito tempo em perfeita harmonia. Um dia Oxum estava à beira
de um rio cantando com maravilhosa voz, enquanto penteava os cabelos. Xangô, que por
ali passava, escondeu-se para ver de onde vinha tão maravilhosa melodia. Ao deparar-se
com a beleza encantadora da bela mulher, enamorou-se perdidamente. Impetuoso, como
sempre, foi até ela e declarou-se. Ela, porém, explicando sua condição de casada e feliz,
recusou o amor que o homem dizia sentir. Tomado de fúria, não admitia ser contrariado,
agarrou a mulher e levou-a para seu reino onde a trancafiou no alto de uma torre de onde
somente sairia para unir-se a ele.
Dias e noites sem fim se passaram e Oxum, em sua masmorra, apenas chorava
em desespero. Enquanto isso, Exu vasculhava por todos os cantos do mundo a procura
da mulher que aprendera a amar e respeitar. Quando já estava para desistir, resolveu
descansar à sombra de uma árvore, quando ouviu um canto melancólico e reconheceu
imediatamente a voz que tanto amava. Rapidamente subiu até a torre e tomou
conhecimento de tudo que acontecera.
Tentou de todas as formas tirá-la dali, mas Xangô havia sido previdente, usara de
um artifício mágico que deixava a mulher presa dentro de um circulo e somente ele
conseguiria libertá-la. Sentindo-se derrotado, Exu foi embora jurando que voltaria. Andou
sorumbático pelos caminhos, a cabeça em turbilhão, quando se deparou com um velho
que perguntou o porquê daquela tristeza. Onde estava a alegria tão comentada de Exu?Ele não teve forças para responder, apontou o alto da torre que se via ao longe.
O velho era Orunmilá e não precisou de mais detalhes, apenas queria saber o
tamanho do amor que unia aqueles dois e a resposta do rapaz foi o suficiente. Tirou um
saquinho de sua vestimenta e entregou a ele, recomendando que aspergisse seu
conteúdo sobre Oxum. Cheio de alegria e esperança, Exu voltou correndo à prisão de sua
amada. Sem dizer nada, apenas jogou sobre ela todo o pó que Orunmilá lhe dera. No
mesmo instante Oxum transformou-se em uma linda pomba dourada e saiu voando direto
para seu lar onde mais tarde se reencontraram e viveram felizes por muitos anos.
Ora iê iê Oxum
Laroyê Exu
Disponível em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/arquivos/File/jornada_II/umbanda_gisele_amor_exu_oxum.pdf
Senta que lá vem a história... VI
Paraíso existe?
Naquele dia Ritinha e sua irmã estavam voltando da escola mais cedo. Era quase
hora do almoço e seu estômago já estava roncando de fome. É que ela não tinha
dinheiro para o lanche. No caminho de casa, ela e sua irmã apreciavam as casas
grandes e bonitas, com lindos jardins, que havia pelo caminho, e acalentavam o sonho
distante de um dia morarem em um lugar como esse. “Seria um paraíso”, dizia Ritinha,
mas sabia que esse negócio de paraíso não existia.
Durante o longo caminho até em casa, ficava rezando para encontrar sua mãe
disposta, preparando o almoço, mas sabia que este também era um sonho distante. Sua
mãe ficara muito doente e quase não saía da cama. Sempre que chegava em casa, ela
e sua irmã é que tinham que lavar a louça do café que ainda estava na mesa e preparar
o almoço, pois sua mãe estava muito fraca e debilitada.
Ela morava em uma casa pobre, bem grande e com muitos quartos. Em cada
quarto daqueles morava uma família, e em um dos quartos morava a família da Ritinha.
Quando ela chegou em casa e abriu a porta, viu que na mesa não havia mais
louça do café e sim uma toalha, com um copo de água, e dentro uma linda flor. Havia
cheiro de comida. Assustada ela fechou a porta ligeiro, pois achou que havia errado de
casa. Tornou a abrir e viu que aquela era a sua casa sim, e sua mãe apareceu, vestindo
uma roupa e não o quimono de sempre. Ela tinha um pequeno sorriso no rosto e disse:
“Hoje eu recebi uma Luz, e ouvi falar de um japonês que gostava muito de flores”.
Ritinha não entendeu nada, mas não precisava. Sua mãe estava melhor e tinha
comida na mesa. Ela torceu para que sua mãe continuasse a receber essa Luz e
melhorasse cada vez mais.
E assim aconteceu. Sua mãe, que segundo os médicos não viveria muito, ficou
forte e saudável, e como gratidão, todos os membros de sua família desejaram aprender
a ministrar aquela Luz para outras pessoas que também estavam sofrendo.
Então eles começaram a fazer um curso na Igreja Messiânica, para poderem
ministrar o sagrado Johrei. Durante o curso, Ritinha aprendeu que o Paraíso existe sim,
e começa a partir de cada um de nós. Que cada ser humano precisa se tornar
paradisíaco, mudando seu pensamento, suas palavras e suas ações. Ela aprendeu que
as palavras e pensamentos de lamúria e ingratidão é que geram as catástrofes naturais
que servem justamente para purificar todas as nuvens negras que essas palavras criam.
Ritinha e sua família aprenderam muito nas aulas, passaram a ministrar Johrei
em outras pessoas, mudaram suas palavras, pensamentos e passaram a praticar ações
para o bem-estar de outras pessoas. Como resultado, sua vida prosperou. Seu pai foi promovido e passou a ganhar
muito mais. Mudaram para uma linda casa, daquelas que ela e sua irmã ficavam
observando no caminho da escola.
Hoje, Ritinha já é uma mulher casada. Tem uma linda família, três lindos filhos e
mora numa linda casa. Ela agora acredita no paraíso. Acredita que o paraíso se constrói
dia a dia. Ela se tornou ministra da igreja, e ora todos os dias com sua família, uma
oração para que o paraíso que se concretizou em sua vida, se concretize também na
vida de todas as pessoas da humanidade.
Essa oração foi escrita por seu Mestre Meishu-Sama, o criador do Johrei, e diz
assim:
Oração Zengen Sanji – (Amor e louvor)
Deus, Senhor e Criador do Universo!
Luz que ilumina o mundo!
Recebei o nosso mais profundo louvor,
Pela Vossa augusta presença através dos tempos,
Na revelação do Vosso imensurável Amor.
Senhor da Salvação que, cumprindo excelsa vontade,
De a tudo e a todos salvar,
Os três males e as cinco impurezas purifica e elimina do Universo!
Estabelece na Terra o Paraíso ordenado e perfeito em luz e gozo:
De cinco em cinco dias ventar, de dez em dez chover,
Na harmonia de toda a Natureza!
Ante o vosso santo e infinito amor,
Todo o negativo desaparece, tal como a névoa ao calor do sol!
Alcançam os mestres e justos seu ideal de bem!
Campos, montanhas, matas e rios, são dóceis à Vossa glória!
Aves, animais, insetos e peixes, tudo tem o seu próprio lugar!
É a era da Luz! Aves celestiais revoam!
Há no céu alvissareira nuvem!
Fragrância de flores cobre a terra e Santuários, solares...
Do Templo da Salvação como que pairando no céu,
Resplandece o dourado teto na fulgurância do sol!
Farta colheita enche o celeiro,
Rica é a pesca; em todos os recantos vozes alegres e contentes. Tudo é vida.
Os países sem fronteiras! As criaturas sem ódios!
Entre os homens os conflitos se esvaecem como num sonho.
Seja no céu ou na Terra, Ó Deus, tudo que existe
Retorna às Vossas mãos envolto em manto de amor!Ao nosso viver cotidiano concedei verdade e saber,
Que a família prospere sempre com saúde e longevidade.
Dignai-Vos fazer transbordar a Virtude somada ao Bem.
A infinita graça da felicidade humildemente rogamos,
E fervorosos, sinceros, Vos adoramos!
Disponível em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/arquivos/File/jornada_II/messianica_rita_paraiso_existe.pdf
Senta que lá vem a história... V
Em nome de Deus, o clemente, o misericordioso
A História sagrada que contarei aconteceu há muito tempo atrás. Antigamente,
viveu nessa terra um homem religioso chamado Imran, que era responsável pelas
orações do templo sagrado. Quando já estava na fase adulta casou-se com uma mulher
com muitas virtudes chamada Rana.
Rana tinha uma irmã que era casada com um grande profeta, muito respeitado por
seu povo, seu nome era Zacarias. Depois de um tempo de casada, Hana descobriu que
estava grávida, e sua primeira ação foi consagrar a Deus o fruto de seu ventre. No dia em
que teve seu bebê, Hana disse: “Oh meu Senhor, tive uma menina, eis que a chamo de
Maria.”
Hana pede a Deus que proteja Maria e também toda a sua descendência contra as
forças do mal. Maria era uma menina doce e obediente e foi educada no templo sagrado,
assim como sua mãe havia desejado. Quem cuidou da educação de Maria no templo foi o
profeta Zacarias, casado com sua tia.
Cada vez que Zacarias visitava Maria onde ela rezava, percebia que sempre tinha
muitas frutas deliciosas em sua volta. Então Zacarias lhe pergunta: “De onde vem isso
Maria?” E Ela responde: “De Deus o Altíssimo!”
Um dia no oratório onde Maria rezava, apareceu um homem. Com medo, Maria
perguntou: “Quem é você? O que quer de mim?”
Ele responde: “Sou o Mensageiro de teu Deus, e ele me enviou para dizer que
terás um menino abençoado.” Este homem era o Arcanjo Gabriel com a forma de um
homem visível.
Maria então começa a falar com Deus: “Oh meu Senhor, como poderei ter um filho
quando nenhum homem me tocou?” Deus então responde: “Deus cria o que lhe apraz,
quando determina algo, bastar dizer Se, para que Seja.”
Os dias se passaram e os sinais começaram a aparecer em Maria, seu ventre
cresceu e sua ansiedade também, Maria era pura e não sabia como lidar com essa
situação. Então Maria Clama: “Oh Meu Deus, me ajude, sou fiel a ti, facilite as coisas para
mim!”
Maria então foi para um lugar distante da Cidade, longe de todos. Quando chegoua hora do parto, Maria se sentou debaixo de uma árvore chamada tamareira. Esta árvore
estava seca, sem frutos, e ali deu a luz a seu filho Jesus (Que a Paz e as bênçãos
estejam com Ele). Por um momento Maria ficou triste, pois não sabia o que fazer. No
mesmo instante ouviu uma voz que a chamava:
- Maria, Não te atormentes, porque eu sou o teu Senhor, fiz correr um riacho a
teus pés, sacuda o tronco dessa tamareira que caíra sobre ti frutos maduros e frescos,
beba e se alimente para ganhar forças. Consola-te, e se vires algum humano, faze-o
saber que fizeste um voto de jejum a Deus, e que não podes falar com pessoa alguma.
Depois de alimentada e mais calma, pegou seu filho e regressou a sua Cidade.
Quando apareceu todos ficaram surpresos e ao mesmo tempo revoltados. Perguntavam:
“Maria, o que é isso? O que está carregando?” Outros afirmavam: “Você cometeu um
grande pecado, como pode fazer isso?”
Maria com muito sofrimento não respondia, cumprindo a ordem de Deus, mas
estendia sua mão apontando para seu Filho. Zangados as pessoas falavam: “Como
falaremos com um bebê recém-nascido?”
Então, como está escrito no sagrado Alcorão, Jesus falou ainda bebê em defesa de
sua mãe. Quem ouviu ficou sem folego, e tiveram a certeza da missão que Jesus
cumpriria.
Para os Muçulmanos, Jesus foi um grande profeta, operou milagres, sabia das
coisas desconhecidas com a permissão de Deus. Recebeu o evangelho aos 30 anos de
idade, confirmando muitas coisas que havia na Tora.
Jesus pregava para multidões e seus discípulos o seguiam em todos os lugares.
Alguns diziam que seus milagres eram truques e não passavam de magia. Outras
pessoas, que não gostavam dessas pregações, começaram a persegui-lo. Foi então que
o rei determinou que os soldados o matassem. Mas Deus protegeu Jesus, o levando para
o céu. Um de seus discípulos ficou em seu lugar, e Deus o fez parecer-se com Jesus. Foi
esse discípulo que os soldados capturaram e crucificaram.
Para os Muçulmanos, Jesus voltará no fim dos tempos e chamara todas as
pessoas a seguirem a religião do Profeta Mohammad - esse anuncio foi feito pelo próprio
Jesus. O profeta Mohammad (Que a paz e as bênçãos estejam com Ele) colocou Maria, a
mãe do profeta Jesus entre as 4 melhores mulheres do mundo. Assim, fica aqui nessa história sagrada, o exemplo de Maria, sua fé e confiança em
Deus acima de tudo e em qualquer situação. Fica também o amor do profeta Jesus em
Deus e na humanidade, aceitando sua missão profética, deixando o exemplo de amor ao
próximo.
Assalama Aleikum
(Que a Paz de Deus esteja com todos!)
Disponível em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/arquivos/File/jornada_II/islamismo_claudia_maria_no_isla.pdf
Senta que lá vem a história... IV
Uma noite sem abrigo
Isso aconteceu na vida de uma mulher Zen muito conhecida: seu nome era
Rengetsu. Muito poucas mulheres alcançaram o supremo no Zen. E Rengetsu é uma
dessas raras mulheres.
Conta a história que ela estava numa peregrinação e, ao chegar numa vila ao pôr
do sol, pediu abrigo para noite, mas os moradores fecharam suas portas, pois eram
contra os Zen.
Ser Zen é ser ativo, forte, revolucionário, por isso era difícil o povo aceitar.
Aceitando, eles corriam o risco de serem transformados. Ou seja, aceitar o Zen seria
como passar através do fogo - você nunca mais seria o mesmo novamente!
As pessoas conservadoras sempre foram contra tudo que é verdadeiro na religião.
A tradição é inverídico na religião.
Então, esses moradores do vilarejo, que eram tradicionais, não permitiram que
Rengetsu ficasse na cidade. Era uma noite fria, e ela, já velha, estava sem abrigo e
faminta. Assim, teve que improvisar um lugar no campo, debaixo de uma cerejeira.
Estava realmente bem frio naquela noite, e ela não conseguiu dormir bem. Além
disso, o lugar era perigoso, haviam animais selvagens.
À meia-noite a senhora acordou devido o frio intenso e viu as flores abertas da
cerejeira sorrindo para a lua enevoada. Tomada pela beleza, ela levantou-se e curvou-se
na direção da vila. E, em sinal de agradecimento, disse:
- Através de sua bondade ao recusar-me abrigo, descobri-me sob as flores na noite
desta lua enevoada.
Ela se sentia realmente agradecida! Cheia de reconhecimento, ela se prostra a
aquelas pessoas que lhe recusaram abrigo, pois, do contrário, estaria dormindo sob um
teto comum e teria perdido essa bênção: a cerejeira florida, a lua enevoada e o silêncio da
noite.
Rengetsu não está zangada, aceitou o que aconteceu. Não só aceitou, como o
recebe com boas-vindas e sente-se plena e grata.
Namastê
Disponível em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/arquivos/File/jornada_II/budismo_samara_noite_sem_abrigo.pdf
Senta que lá vem a história... III
O menino feliz
Massaharu Taniguchi. Coleção de Contos Infantis.
Era uma vez um viajante. Ele viajava sem parar, vendo tudo quanto havia de bonito
e curioso neste mundo. O interessante é que ele viajava tendo sempre como guia a Brisa
amiga.
Certo dia o viajante estava passando por uma cidade. A Brisa veio chegando para
junto dele e perguntou:
- Alô amigo viajante, o quê gostaria de ver hoje?
- Ah, hoje eu gostaria de conhecer a criança mais feliz deste país.
- Então, venha comigo.
Assim dizendo, a Brisa conduziu o viajante por uma rua bastante movimentada. A
certa altura o viajante passou por dois meninos que vinham de mãos dadas com um
general militar muito famoso.
O viajante achou que aqueles filhos de um homem tão ilustre deveriam ser as
crianças mais felizes deste país.
- Brisa, achei as crianças mais felizes deste país!
A Brisa deu uma risada e disse:
- Repare bem no rosto daqueles meninos. Eles tema cara de zangados, brigam
muito e não obedecem aos pais.
- Huumm, tem razão, disse o viajante e continuou à procura da criança mais feliz
deste país.
Passando pela rua movimentada, de repente viu uma linda menina trajando um
belo vestido rosa, acompanhada de duas babás.
- Brisa, acho que agora achei a criança mais feliz deste país!
A Brisa deu aquela risada de novo.
- Esta criança não é feliz. Olhe para o rosto dela, é antipática, chata, teimosa e está
sempre implicando com suas babás.
- Huummm, é verdade! Disse o viajante. Está muito difícil de encontrar a criança
feliz.
A Brisa disse ao viajante:
- Calma, quem você procura não está aqui! Venha, siga-me. E começou a soprar
em direção da estrada.O viajante a seguiu por uma linda estrada, cheia de árvores frondosas, muitos
pássaros, flores e rios e, de repente, se viu diante de um sítio muito bonito, onde tinha
cavalos, vacas, bezerrinhos, galinhas, cachorro, pata com seus filhinhos, e mais a frente,
o lavrador arando a terra para a sua plantação.
Nas proximidades, um menino brincava sozinho com os animais correndo com
eles. Tinha também um canteirinho onde brincava mexendo a terra com sua pequena pá,
imitando seu pai.
Era uma criança linda com suas bochechas rosadas e um lindo sorriso.
Cantarolava.
O viajante se aproximou e o menino perguntou:
- Quem é você?
- Sou um viajante e estou a procura da criança mais feliz deste país!
- Ah é? E onde ela está?
- Aqui bem pertinho de mim. Dizendo isto, o viajante deu um abraço carinhoso na
criança. - Você é a criança que procuro. Você é simpático, dócil, amável, amoroso, alegre
gosta de cantar.
- Sim, eu e meus amiguinhos gostamos muito de cantar! Você quer conhecê-los?
A criança pegou um apito e os chamou rapidamente para fazer o trenzinho da
alegria "Sou alegre e sou feliz, sou alegre e sou feliz", depois a música "Sou criança, sou
feliz! Sou criança, sou feliz".
Tudo foi muito lindo e de longe a Brisa amiga também estava muito feliz.
O viajante disse:
- Obrigado Brisa amiga por me ajudar a conhecer a criança mais feliz deste país.
Aprendi que ser feliz é ser natural, amando as pessoas, dando alegrias aos outros e
sentindo a mesma alegria, como esta criança que acabei de conhecer.
- Bem, amigo viajante, agora vou soprando por aí. Mais tarde nos veremos. Até
logo!
E assim se foi a Brisa amiga nos deixando o seguinte ensinamento: Que Deus é
sabedoria infinita, que Deus é amor infinito, que Deus é vida infinita, que Deus é alegria
infinita e Deus é harmonia infinita. E se nós estamos felizes, é porque existe Deus dentro
de nós.
Disponível em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/arquivos/File/jornada_II/sheishonoie_maria_menino_feliz.pdf
Senta que lá vem a história... II
Jesus cura um cego de nascença
Jesus estava saindo do templo quando viu um homem que havia
nascido cego. Tanto ele como outros deficientes não podiam entrar no templo,
porque se acreditava que a doença era castigo de Deus. Os discípulos que
estavam com Jesus perguntaram:
– Mestre, por que este aí nasceu cego? Quem cometeu o pecado, ele ou
os pais deles?
Jesus respondeu:
– Ele não é cedo por causa de pecado, mas para que Deus possa
mostrar tudo o que sabe e pode fazer. E disse mais ainda. Agora é tempo de
fazer aquilo que Deus quer, pois é dia. Quando chegar a noite, ninguém poderá
trabalhar. Eu sou a luz do mundo enquanto estou aqui.
Então, Jesus cuspiu no chão e misturou um pouco de barro com a sua
saliva. Passou o barro nos olhos do homem cego e falou:
– Agora lava-se nas águas do tanque Siloé (que quer dizer enviado).
O homem foi, lavou-se e passou a enxergar. Os seus vizinhos, que
estavam acostumados a ver o cego pedir esmolas, perguntaram:
– Aquele ali não é o cego que ficava sentado na porta do templo pedindo
esmola?
Uns diziam que era, outros que não era. “É parecido, mas não é.”
Então o homem curado falou:
– Sou eu, sim!
Admirados, todos perguntavam como ele estava enxergando agora. Ele
respondeu:
– Um homem chamado Jesus cuspiu na terra, fez barro e colocou nos
meus olhos. Depois, mandou que eu lavasse o rosto no tanque de Siloé. Eu fiz
o que ele mandou e estou curado.
– Onde está este homem? Perguntaram.
– Não sei, respondeu o que foi curado, saindo dali feliz, olhando tudo de
belo que Deus fez.Nós podemos aprender desta história que Jesus é a luz do mundo e
através da luz de Jesus somos libertados para convivermos bem com as outras
pessoas e ter os mesmos direitos.
O jeito simples como Jesus fez a cura mostra que nós também podemos
ajudar as pessoas portadoras de deficiência. Mesmo as pequenas coisas
podem se tornar importantes na vida do próximo, porque Jesus, dando a visão
ao homem cego, lhe dá a chance de novamente fazer parte da sociedade.
Jesus é o enviado de Deus que trouxe a luz ao mundo através dos seus
ensinamentos, das suas pregações e das suas curas.
Disponível em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/arquivos/File/jornada_II/luterana_norma_jesus_cura.pdf
Senta que lá vem a história...
O suspiro das montanhas
Muitos anos se passaram e as montanhas perceberam que os homens não
apareceram mais por perto delas. As serras queriam saber por que os homens deixaram
de apreciar a caminhada por suas encostas. Então a Montanha-rei chamou os ventos, e
disse:
- Vá para a cidade e procure saber por que os homens não vêm mais acampar
perto de nós como antigamente. Nós sempre fomos o melhor esconderijo para os
homens! Quero saber o que está acontecendo, por que eles não aparecem mais por aqui
nem caminham mais pelas montanhas.
Os ventos foram na direção da cidade. Passou-se muito tempo, e então voltaram.
Mas voltaram com muito barulho. Eles não eram mais suaves nem refrescantes; eram
poluídos, escuros, agitados e agressivos. As serras se assustaram, fecharam suas faces.
As árvores viraram suas folhas e todos sentiram um ar estranho. A Grande Montanha,
com voz grave e preocupada perguntou:
– Meus ventos contem o que viram! O que acontece na cidade e o que ocupa os
homens? O que eles estão fazendo?
O Vento começou a falar com angústia e tristeza:
– Minha majestade, os homens estão muito ocupados, estão sempre cansados e
agitados; procuram algo e parece que nunca acham. Tentam se sossegar, mas não
relaxam; comem, mas não se alimentam; choram, mas não se emocionam; dormem, mas
não descansam; riem, mas não se regozijam.
– O que eles fazem e o que desejam? Perguntou a Grande Serra.
– Aparentemente todos estão na busca de sua sobrevivência. Não há algo errado,
mas todos estão inquietos e preocupados. Não é claro o motivo de tanta agitação. Mesmo
nos dias de mesa farta, chegam à mesa com a mente cheia de medo e preocupação.
– O que eles buscam? Perguntou a majestade das montanhas.
– Não se sabe, mas falam de uma coisa, da tal de “oportunidade” – explicou o
Vento sábio. Uns dizem que tiveram muitas, outros dizem que nunca a tiveram. Mesmoassim, quem diz que já teve muitas “oportunidades boas” na vida, é o mais agitado de
todos. Estranho é que quando alguém encontra tal oportunidade, todo mundo fala para
este que deve aproveitar, mas ninguém fica feliz por ele. Quem também a achou, logo
esquece que ganhou uma oportunidade e que deveria aproveitá-la bem, e começa a falar
de outra, e ficar ansioso por atingi-la.
– Para que serve esta tal oportunidade? Perguntou a Montanha-rei.
– Eles dizem que quem a achar terá uma vida muito boa. Mas nunca se viu uma
pessoa satisfeita com as oportunidades que tivera. O pior é que eles sempre passam
pelos belos e bons momentos e não captam a importância deles.
– Que momentos? Perguntou a majestade das montanhas.
– Momentos para olhar o outro, para sorrir, para se divertir, para brincar com os
filhos, para visitar alguém, alegrar algum coração, ou aprender algo novo. Enfim, as
pessoas passam tão rápido por esses momentos que não percebem que perderam a tal
oportunidade tanto desejada.
– Agora entendemos por que os homens deixaram de caminhar pelas montanhas –
disse a grande Serra. Eles estão correndo atrás de oportunidades e por isso estão
perdendo a oportunidade de conviver com a natureza, de se enriquecer com as vozes das
montanhas, de perceber a melodia dos ventos, os sinais das estrelas, a conversa das
folhas, e de refletir sobre a grandeza de criação de Deus e o objetivo de sua própria
existência.
As montanhas perceberam, então, que os homens não estavam usufruindo os
bons momentos de sua vida e sentiam profunda tristeza. Os suspiros tristes das
montanhas movimentaram as nuvens que verteram lágrimas sobre as terras. Os ventos
levaram com força o seu gemido na direção da cidade. As chuvas chegaram lá com
barulho, e, junto com os ventos bravios, invadiram as casas e inundaram as ruas. Logo
depois, as nuvens pretas abaixaram-se, soando as trombetas do seu trovão. Mas
ninguém na cidade percebeu que estas eram as lágrimas das montanhas e seus gritos
para acordar os homens. Nada funcionou. Apenas as crianças choraram.
Realmente na incessante corrida em busca de se satisfazer, há uma constate
perda de boas oportunidades. Infelizmente, só se percebe esta perda quando o tempo se
esgota.Quantas vezes uma pessoa perde a oportunidade de agir e substitui as suas
indagações apenas por um discurso, e se dá por satisfeita devido a aplausos da plateia.
Quantas pessoas escrevem sobre a beleza do mundo que querem construir e perdem a
chance de consertar um pedaço deste. Quantas pessoas falam dos belos princípios e
elevados conceitos e deixam de demonstrá-los na prática a seus queridos. E quantas
pessoas proferem as palavras de Deus com todo fulgor e perdem os momentos certos de
difundir as fragrâncias destas palavras em seus gestos e atos.
As montanhas tinham razão: perto da sua grandeza e tranquilidade o homem
encontraria um excelente lugar para refletir. Refletir sobre as belas oportunidades que lhe
escaparam enquanto estava agarrado às suas fantasias de oportunidade.
Para refletirmos, abaixo dois pensamentos de Bahá’u’lláh, fundador da Fé Bahai:
“Ó MEU SERVO! Liberta-te dos grilhões desse mundo e desprende tua alma da
prisão do ego.”
“Alimentai-vos, ó povo, com as boas coisas que Deus vos concedeu e não vos
priveis de Suas graças maravilhosas.”
Disponível em: http://www.ensinoreligioso.seed.pr.gov.br/arquivos/File/jornada_II/bahai_lea_suspiro_montanhas.pdf
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APÓS A REALIZAÇÃO DO SUDOKU, SUGIRA AOS ESTUDANTES QUE PESQUISEM EM QUAIS CULTURAS ESTES ALIMENTOS SÃO SAGRADOS E POR QUE.
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