segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Ritos religiosos (para os estudantes)

OBJETIVOS:  • Identificar ritos presentes no cotidiano pessoal, familiar, escolar e comunitário. • Identificar ritos e suas funções em diferentes manifestações e tradições religiosas das quatro matrizes. • Identificar as diversas formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos, cantos, dança, meditação) nas diferentes tradições religiosas das quatro matrizes. 

CONTEÚDO: • Ritos religiosos. 

CRITÉRIOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM: • Identifica ritos presentes no cotidiano e nos espaços de vivência, reconhecendo suas funções em diferentes organizações religiosas das quatro matrizes.



Texto para ler com os estudantes:


Todos nós participamos de ritos, mesmo sem perceber.
Um rito é uma ação que acontece de um jeito especial
e que tem um significado importante para as pessoas.

No nosso dia a dia, existem ritos na família, na escola
e na comunidade: aniversários, formaturas, reuniões,
comemorações e momentos de lembrança.

Nas tradições religiosas, os ritos ajudam as pessoas
a expressar sua espiritualidade.
Eles podem acontecer por meio de orações, cantos, gestos,
danças, cultos ou momentos de silêncio e meditação.

Cada tradição religiosa tem seus próprios ritos,
influenciados por diferentes culturas, como as matrizes
indígena, africana, europeia e asiática.

Conhecer esses ritos nos ajuda a entender melhor
as pessoas, suas crenças e seus modos de viver,
aprendendo a respeitar a diversidade.


Atividade: “Ritos do cotidiano e ritos religiosos”

Materiais:

  • Quadro ou cartolina

  • Imagens ou pequenos textos explicativos sobre ritos religiosos
    (ex.: dança indígena, canto africano, oração cristã, meditação budista, entre outros) 

  • Fichas ou folhas de registro

  • Lápis e canetinhas

Desenvolvimento:

  1. Roda de conversa inicial:
    Pergunte aos estudantes:

    • “Quais ritos fazem parte do nosso dia a dia?”

    • “Por que essas ações são importantes?”

    • “O que muda quando fazemos algo de forma ritual?”

  2. Levantamento dos ritos do cotidiano:
    No quadro, construa uma tabela com as colunas:

    • Rito

    • Onde acontece

    • Qual é o significado

  3. Exploração dos ritos religiosos:
    Apresente exemplos de ritos das quatro matrizes, explicando:

    • Em que tradição aparecem

    • Como são realizados

    • Qual é sua função (celebrar, agradecer, marcar momentos da vida, fortalecer vínculos)

  4. Trabalho em grupos:
    Cada grupo escolhe um rito (cotidiano ou religioso) e produz um registro contendo:

    • Nome do rito

    • Tipo de expressão espiritual (oração, canto, gesto, dança, meditação etc.)

    • Função do rito

    • Uma frase sobre a importância do respeito a esse rito

  5. Socialização e síntese:
    Os grupos apresentam seus trabalhos e, coletivamente, a turma constrói a ideia de que:

    “Os ritos ajudam as pessoas a expressar sentimentos, crenças e valores, e fazem parte da diversidade cultural e religiosa.”

Avaliação:
A avaliação será contínua e qualitativa, considerando:

  • Participação e envolvimento

  • Capacidade de identificar ritos e suas funções

  • Compreensão das diferentes formas de expressão da espiritualidade

  • Atitudes de respeito e escuta



Ritos religiosos (para o professor)

 Objetivos de aprendizagem:

• Identificar ritos presentes no cotidiano pessoal, familiar, escolar e comunitário. • Identificar ritos e suas funções em diferentes manifestações e tradições religiosas das quatro matrizes. • Identificar as diversas formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos, cantos, dança, meditação) nas diferentes tradições religiosas das quatro matrizes.


No 4º ano do Ensino Fundamental, os estudantes ampliam sua capacidade de análise, comparação e compreensão simbólica. Nesse contexto, o estudo dos ritos possibilita que as crianças reconheçam práticas presentes em seu cotidiano e compreendam que os ritos organizam a vida social, fortalecem vínculos e atribuem sentidos às experiências humanas.

Os ritos podem estar presentes em diferentes espaços — pessoais, familiares, escolares e comunitários — como aniversários, comemorações, formaturas, cerimônias, encontros e celebrações. Ao mesmo tempo, nas tradições religiosas, os ritos cumprem funções específicas, como celebrar, agradecer, marcar passagens da vida, fortalecer a fé, promover pertencimento e transmitir valores.

Ao abordar ritos e formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos, cantos, danças, meditação), é fundamental que o professor apresente exemplos provenientes das quatro matrizes culturais — indígena, africana, europeia e asiática — valorizando sua diversidade e evitando generalizações ou estereótipos. O Ensino Religioso, nessa perspectiva, contribui para o reconhecimento do fenômeno religioso como dimensão cultural e social, favorecendo o respeito às diferentes manifestações de espiritualidade.

O professor atua como mediador do conhecimento, promovendo reflexão, diálogo e escuta, garantindo um ambiente seguro, inclusivo e não confessional, no qual todas as crenças — e também a não crença — sejam respeitadas.


Espaços e territórios religiosos (para os estudantes)

 Atividade elaborada a partir do Currículo do Ensino Religioso da Rede Municipal de Ensino de Curitiba em consonância com a BNCC.


OBJETIVOS: • Identificar e respeitar os diferentes espaços e territórios religiosos de diferentes tradições e movimentos religiosos • Caracterizar os espaços e territórios religiosos como locais de realização das práticas celebrativas. 

CONTEÚDO: • Espaços e territórios religiosos. 

CRITÉRIOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM: • Identifica os lugares sagrados existentes no Brasil, caracterizando-os como locais de realização das práticas celebrativas das quatro matrizes.


Texto para ler com os estudantes:


As pessoas vivem e acreditam de muitas maneiras diferentes.
Por isso, existem vários espaços religiosos espalhados pelo mundo.

Esses lugares são chamados de espaços ou territórios religiosos.
Neles, as pessoas se reúnem para rezar, celebrar, cantar, dançar,
agradecer, pedir proteção e manter vivas suas tradições.

Alguns espaços são grandes construções,
outros são simples, em meio à natureza ou na comunidade.
O mais importante é o significado que eles têm para quem participa.

Respeitar esses lugares é respeitar as pessoas
e suas formas de acreditar e celebrar a vida.
Conhecer diferentes espaços religiosos nos ajuda
a conviver melhor e a entender que a diversidade faz parte do mundo.


Atividade: “Espaços religiosos: lugares de celebração”

Materiais:

  • Imagens impressas ou projetadas de diferentes espaços religiosos
    (igreja, templo budista, mesquita, sinagoga, terreiro, espaço indígena sagrado, centro espiritual etc.)

  • Cartolina ou papel pardo

  • Lápis, canetinhas e cola

  • Fichas de apoio com perguntas orientadoras

Desenvolvimento:

  1. Roda de conversa inicial:
    Converse com a turma:

    • “Quais espaços religiosos vocês conhecem?”

    • “O que as pessoas fazem nesses lugares?”

    • “Por que esses espaços são importantes?”

  2. Análise dos espaços religiosos:
    Apresente as imagens e discuta coletivamente:

    • Quem costuma frequentar esse espaço?

    • Que tipo de celebração acontece ali?

    • O que esse lugar representa para as pessoas?

  3. Trabalho em grupos:
    Divida a turma em pequenos grupos. Cada grupo escolhe um espaço religioso e produz um cartaz contendo:

    • Nome do espaço

    • Tradição ou movimento religioso relacionado

    • Práticas celebrativas realizadas

    • Uma frase sobre a importância do respeito a esse espaço

  4. Socialização:
    Os grupos apresentam seus cartazes para a turma, explicando o que aprenderam.

  5. Síntese coletiva:
    Construa, com a turma, a conclusão:

    “Os espaços religiosos são lugares de celebração, convivência e respeito, e todos devem ser valorizados.”

Avaliação:
A avaliação será contínua e qualitativa, considerando:

  • Participação nas discussões

  • Capacidade de identificar e caracterizar os espaços religiosos

  • Uso de linguagem respeitosa

  • Demonstração de atitudes de respeito à diversidade religiosa


Espaços e territórios religiosos (para o professor)

 Objetivos de aprendizagem:

Identificar e respeitar os diferentes espaços e territórios religiosos de diferentes tradições e movimentos religiosos • Caracterizar os espaços e territórios religiosos como locais de realização das práticas celebrativas.


No 3º ano do Ensino Fundamental, as crianças já demonstram maior capacidade de observação, comparação, argumentação e compreensão de conceitos sociais e culturais mais amplos. Trabalhar a identificação e o respeito aos diferentes espaços e territórios religiosos contribui para a formação cidadã, para o reconhecimento da diversidade e para o fortalecimento da convivência democrática.

Os espaços e territórios religiosos — como templos, igrejas, mesquitas, terreiros, sinagogas, casas de oração, aldeias, centros espirituais, entre outros — devem ser apresentados como locais de convivência, celebração, memória, identidade e prática coletiva. É fundamental enfatizar que esses espaços são importantes para muitas pessoas, pois neles acontecem rituais, festas, orações, cantos, danças, encontros e momentos de reflexão.

O papel do professor é garantir uma abordagem respeitosa, não confessional e livre de hierarquizações entre crenças. Ao caracterizar esses espaços como locais de práticas celebrativas, o docente amplia a compreensão dos estudantes sobre o fenômeno religioso como uma dimensão cultural e social da vida humana. Estratégias como análise de imagens, leitura de textos informativos, rodas de conversa, pesquisas orientadas e produções coletivas favorecem o desenvolvimento do pensamento crítico e do respeito às diferenças religiosas.

O eu, a família e o ambiente de convivência (para os estudantes)

Texto e atividades elaborados a partir do Currículo do Ensino Religioso da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, em consonância com a BNCC:


OBJETIVOS:  • Reconhecer os diferentes espaços de convivência. • Identificar costumes, crenças e formas diversas de viver em variados ambientes de convivência, contemplando as quatro matrizes. 

CONTEÚDO: • O eu, a família e o ambiente de convivência. 

CRITÉRIOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM: • Reconhece os diferentes espaços de convivência, identificando as diversas formas de conviver e demonstrar seus costumes e crenças nesses espaços.


Realizar a leitura coletiva e, depois colar o texto no caderno:


Nós convivemos em muitos lugares.
Tem a casa, a escola, a rua, a praça,
os lugares onde as pessoas se reúnem para celebrar,
brincar, aprender e cuidar umas das outras.

Em cada lugar, as pessoas têm costumes diferentes.
Algumas rezam, outras cantam, dançam ou contam histórias.
Algumas seguem tradições dos povos indígenas,
outras aprenderam com os povos africanos,
com os europeus ou com os povos asiáticos.

Todos esses jeitos fazem parte da nossa história.
Mesmo sendo diferentes, eles nos ensinam a viver juntos,
com respeito, amizade e curiosidade.

Conhecer os lugares e as pessoas
é aprender a cuidar do mundo e de quem vive nele.



Atividade: “Os lugares onde as pessoas convivem”

Materiais:

  • Imagens de diferentes espaços de convivência (casa, escola, aldeia indígena, terreiro, templo, praça, feira, comunidade rural, bairro urbano etc.)

  • Cartolina ou papel pardo

  • Lápis de cor, canetinhas e cola

Desenvolvimento:

  1. Roda de conversa inicial:
    Pergunte às crianças:

    • “Quais lugares vocês frequentam?”

    • “O que as pessoas fazem nesses lugares?”

    • “Todos vivem do mesmo jeito?”

  2. Exploração das imagens:
    Apresente imagens de diferentes espaços de convivência, destacando:

    • Como as pessoas se organizam

    • O que celebram

    • Quais costumes aparecem
      Relacione os espaços às quatro matrizes culturais, de forma simples e contextualizada.

  3. Registro coletivo:
    Em uma cartolina, construa um mural com o título
    “Espaços onde as pessoas convivem”.
    As crianças colam as imagens e desenham pessoas interagindo nesses ambientes.

  4. Socialização:
    Cada grupo explica um espaço do mural, comentando:

    • O que as pessoas fazem ali

    • O que aprenderam sobre esse jeito de viver

  5. Encerramento reflexivo:
    Destaque que todos os espaços de convivência merecem respeito e que cada cultura contribui para a nossa sociedade.

Avaliação:
A avaliação ocorre por meio da observação da participação, das falas, do interesse demonstrado e da capacidade de reconhecer e respeitar diferentes formas de viver e conviver.




O eu, a família e o ambiente de convivência (para o professor)

Objetivos de aprendizagem:

Reconhecer os diferentes espaços de convivência.  Identificar costumes, crenças e formas diversas de viver em variados ambientes de convivência, contemplando as quatro matrizes. 


Reconhecer os diferentes espaços de convivência e identificar costumes, crenças e formas diversas de viver é um objetivo essencial no processo educativo das crianças de segundo ano, pois amplia a compreensão de mundo e fortalece atitudes de respeito, diálogo e pertencimento. Nessa etapa, as crianças já conseguem observar, comparar e nomear características dos ambientes que frequentam, como a família, a escola, a comunidade, os espaços religiosos, culturais e de lazer.

O trabalho pedagógico deve favorecer a leitura crítica e sensível desses espaços, apresentando-os como locais onde as pessoas convivem, expressam valores, tradições, crenças e modos de vida. Ao abordar as quatro matrizes culturais — indígena, africana, europeia e asiática —, é fundamental evitar estereótipos, valorizando suas contribuições históricas, sociais e culturais para a formação da sociedade brasileira.

Cabe ao professor atuar como mediador, incentivando a escuta, a curiosidade e o respeito às diferenças, assegurando um ensino laico e inclusivo. Histórias, imagens, rodas de conversa, registros gráficos e atividades colaborativas são estratégias adequadas para promover o reconhecimento da diversidade presente nos variados espaços de convivência, possibilitando que as crianças compreendam que existem muitas formas legítimas de viver, acreditar e se relacionar.

O eu, o outro e o nós (para crianças)

 O texto (para trabalhar com os estudantes) e atividades a seguir, foram elaboradas a partir do Currículo da Rede Municipal de Ensino de Curitiba (em consonância com a BNCC).


OBJETIVO: • Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós. 

CONTEÚDO: • O eu, o outro e o nós 

CRITÉRIO DE ENSINO-APRENDIZAGEM: • Identifica semelhanças e diferenças entre seus pares.


Para ler de forma coletiva e colar no caderno:


Cada criança é especial do seu jeitinho.
Eu tenho meu nome, meu jeito de falar, de brincar e de sorrir.
Você também tem o seu jeitinho.

Alguns amigos gostam das mesmas brincadeiras que eu.
Outros gostam de coisas diferentes, e tudo bem!

Quando brincamos juntos, formamos um nós.
No nosso grupo, todos são importantes.
Mesmo sendo diferentes, podemos cuidar uns dos outros,
brincar juntos e aprender juntos.

Ser diferente é legal.



Atividade: “Quem sou eu, quem é você, quem somos nós?”

Materiais:

  • Papel sulfite ou cartolina

  • Lápis de cor, giz de cera ou canetinhas

  • Espelho (opcional)

  • Fotos das crianças (se possível)

Desenvolvimento:

  1. Roda de conversa:
    Inicie perguntando:

    • “O que faz cada um de nós ser especial?”

    • “O que temos de parecido com nossos amigos?”

    • “O que é diferente entre nós?”

  2. Desenho do “eu”:
    Cada criança desenha a si mesma, observando suas características (cabelo, roupas, expressão).

  3. Compartilhamento:
    As crianças apresentam seus desenhos, dizendo algo sobre si (ex.: “Eu gosto de brincar de…”).

  4. Construção do “nós”:
    O professor reúne os desenhos em um mural coletivo, formando um grande grupo, e conversa:

    • “O que vemos de parecido?”

    • “O que vemos de diferente?”

    • “Como é bonito nosso grupo com tantas diferenças!”

  5. Encerramento:
    Reforce a ideia de que todos são importantes, que as diferenças nos ensinam e que juntos formamos um grupo cheio de cores, ideias e brincadeiras.

Avaliação:
Observação da participação, da escuta, das interações e da forma como as crianças reconhecem a si mesmas e aos colegas de maneira respeitosa.

Ser amigo é melhor ainda!

O eu, o outro e o nós (texto para o professor)

 Identificar e acolher as semelhanças e diferenças entre o eu, o outro e o nós é o primeiro objetivo definido para as turmas de 1. ano da Rede Municipal de Curitiba. Ele é fundamental para iniciar o Ensino Religioso, pois contribui diretamente para a construção da identidade, do respeito mútuo e da convivência coletiva. Nessa faixa etária, as crianças estão começando a perceber quem são, como se diferenciam dos colegas e o que compartilham com eles.

O trabalho pedagógico com esse objetivo deve favorecer situações em que as crianças possam se expressar, ouvir o outro e reconhecer que cada pessoa é única, ao mesmo tempo em que faz parte de um grupo. As semelhanças ajudam a criar vínculos, enquanto as diferenças ampliam o olhar para a diversidade, fortalecendo atitudes de empatia, cooperação e acolhimento.

É importante que o professor atue como mediador sensível, valorizando as falas infantis, evitando comparações hierarquizantes e promovendo um ambiente seguro, no qual todas as crianças se sintam pertencentes. Histórias, brincadeiras, rodas de conversa, atividades artísticas e jogos simbólicos são estratégias potentes para tornar esse aprendizado significativo e coerente com o desenvolvimento infantil.